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“SAFIRA” | JOSIMAR FERREIRA SEVERINO | TRAVESTI – 23 anos | TIROS | SP, BAURU

Travesti é morta a tiros na madrugada

em Bauru, SP.

Autor dos disparos não foi identificado.
Polícia investiga o caso.

08/01/12 23:00 – Bairros

Travesti é morto a tiros na região central da cidadeO primeiro homicídio deste ano foi registrado na madrugada de ontem em plena região central; há três testemunhas

Bauru registrou na madrugada de ontem o primeiro homicídio do ano. O crime aconteceu no cruzamento entre as ruas Borba Gato e Benjamin Constant, área central da cidade. A vítima foi o cabeleireiro Josimar Ferreira Severino, 23 anos, executado com cinco tiros em seu ponto, onde se apresentava como travesti. Entre os colegas, Josimar era conhecido como Safira. Os cinco estampidos dos tiros que silenciaram a vítima foram ouvidos por um morador de um prédio nas imediações. Foi ele que, ao acordar assustado, ligou para a Polícia Militar. Para ele, que teve sua identidade preservada por questões de segurança, o autor do crime é um homem que ele viu correndo pela rua Borba Gato em direção a Avenida Rodrigues Alves, logo após os tiros.“Eu estava dormindo com a janela aberta. Ouvi quatro disparos e mais um, após uma pausa. Corri para a janela e vi um sujeito descalço correndo na direção da Rodrigues Alves. Ele era magro, usava uma camiseta branca e um short”. A descrição corresponde às características do assassino fornecidas por outras três testemunhas que presenciaram o homicídio (leia mais abaixo).O morador correu para o telefone e acionou a polícia, sem saber exatamente o que havia ocorrido. “Eu liguei e contei que ouvi os disparos. Tinha certeza que não era rojão, as explosões são diferentes. Eu não sabia, até então, o que estava acontecendo e o local exato. Logo vi uma viatura chegando. Imaginei que o criminoso tinha sido preso. Porém, não fui para o local.”A constatação da morte do cabeleireiro foi feita inicialmente pelos policiais militares e, posteriormente, confirmada pelo médico plantonista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que esteve no local e constatou o óbito. O delegado plantonista, assim como o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Cledson Luiz do Nascimento. A família da vítima foi procurada, mas não foi encontrada.  Tá lá o corpo estendido no chão….O corpo do cabeleireiro ficou estendido na calçada e o sangue e coágulos espalhados, comentou uma moradora da região. “Eu passeio com minha que é uma idosa e vi que o local não tinha sido lavado. É constrangedor. Cenas de crime assustam a gente.”A moradora comenta que a região, antes bastante habitada por famílias, virou comércio por conta dos pontos de prostituição e tráfico de drogas. “Depois das 19h, não podemos sair de casa. Se alguém quiser nos visitar, é abordado por um travesti ou uma prostituta. Nós estamos vivendo uma situação constrangedora.”As discussões seguidas de brigas e o tráfico de entorpecente são constantes. “A grade de minha casa é aberta. Não raras vezes encontro pedras de crack e maconha escondidas aqui. Eles abandonam a droga quando percebem que a polícia está por perto”, contou outra moradora.Ela confessa que ouviu os disparos de arma de fogo, mas não se arriscou a abrir a porta. “A gente não sabe o que está acontecendo lá fora. Vi o sangue hoje pela manhã. Tenho medo, alguns são agressivos. Cansei de acionar a polícia para dizer o que estava ocorrendo. Muitas vezes eles nem mandam a viatura.” moradora ressalta que o tráfico de drogas corre solto e obrigou a prefeitura a retirar umas pedras grandes que decoravam a praça. “Havia três pedras. Elas serviam para esconder drogas. Foram retiradas, mas o caso não se resolveu.”

Outro morador que também teme pela segurança, reclama. “Não temos liberdade de ir e vir. Mora aqui há três anos e está difícil. Eles mexem quando a gente passa. Tomam as ruas dos dois lados e não podemos caminhar por aqui depois das 19h.”  Investigações  Safira foi alvejada por cinco tiros. Três deles no peito, um na cabeça e outro na perna, comenta o delegado Cledson Luiz do Nascimento, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que começa hoje a afinar as investigações com o objetivo de chegar ao autor do homicídio e as razões que o levaram a usar a arma de fogo.

“Estive no local. Ao lado do corpo foi encontrada a bolsa usada pelo cabeleireiro. No interior dela localizamos uma faca. Os colegas de profissão de Safira contaram que ele costumava ameaçar cliente com a arma branca. Ainda não temos um suspeito, por enquanto não descartamos nenhuma hipótese.”

No interior da bolsa de Safira, segundo o delegado, não foi localizada droga. “Pode até ser que seja cobrança de dívida, mas isso não ficou claro no local. Vamos investigar essa hipótese.”

Diabólica…

No perfil da rede social Orkut, Safira diz um pouco daquilo que ela foi. “… diabólica quando precisa agir…”

Segundo informações extraoficiais, Safira tinha denunciado o ex-namorado à polícia. Ele estaria preso, em função disso. No ano passado, de acordo com a mesma fonte, Safira teria sido a autora do roubo contra um taxista. Ela teria usado uma faca e tentando cortar o pescoço da vítima.

Região estatisticamente calma

 Estatisticamente, a região onde ocorreu o homicídio é calma, frisa o comandante da Base Comunitária Centro/Sul da Polícia Militar (PM), capitão Paulo César Valentim. “Não temos número alarmante de furtos, roubos e homicídios nessa área. É um espaço ocupado por prostitutas e travestis que fazem ponto nas imediações. Nossas viaturas costumam abordar os clientes.”

Sobre o tráfico de drogas, o capitão pede aos moradores que denunciem, ainda que anonimamente. “Não há denúncias de tráfico. Vou incrementar o policiamento, precisamos de informações dos moradores. Eles podem passar as informações através dos telefones: 190 (Copom), 3232 1516 (Base Centro) e 3227 6266 (Base Sul).”

Três testemunhas do crime

Pelo menos três testemunhas presenciaram o assassinato de Safira. Trata-se de três homens que passavam pelo cruzamento entre as ruas Borba Gato e Benjamin Constantem um Golpreto no momento em que o crime ocorreu.

Segundo a versão apresentada no Plantão Policial, a vítima foi morta por volta da 1h30 por um homem forte, com1,70 metrode altura, cabelos pretos e curtos. Ele vestia um short preto e uma camiseta branca que foi usada para encobrir seu rosto até a altura do nariz.

O criminoso teria feito o primeiro disparo pelas costas. Safira teria tentado se apoiar no muro, mas caiu no chão de joelhos, quando outros dois tiros teriam sido efetuados na região do tórax. Um último disparo foi dado à queima-roupa, na cabeça da vítima.

A arma utilizada, aparentemente, seria uma pistola, segundo descrição das testemunhas. Com medo, os ocupantes do Gol fugiram ao serem avistados pelo assassino e procuraram a polícia somente na manhã de ontem.

Associação não acredita em crime de homofobia

A Associação Bauru pela Diversidade aposta que o crime não tem relação com homofobia. “Ela estava jurada de morte, pelo que soube. Eu não acredito que ela foi morta porque era travesti, que era a nossa preocupação”, declarou ontem o presidente da ABD, Marcos Souza.

Segundo ele, em quatro anos, este é o primeiro assassinato contra travesti na cidade. “Isso ainda é novo para a associação. Pretendemos acompanhar as investigações porque o histórico que temos no Brasil é que somente 15% desse tipo de crime chegam a ser apurado. Muitos ficam sem solução. Gostaria que em Bauru fosse diferete.”

Safira não era vinculada à ABD, de acordo com o presidente. “Eu não a conhecia. Temos pouco contato com o pessoal que trabalha na Ezequiel Ramos e Nações Unidas. Fazemos um trabalho preventivo de DST/Aids com eles, os encontros são esporádicos.”

08/01/2012 15:55Travesti é executado próximo à Nações UnidasA vítima, que estava na rua, levou cinco tiros à queima-roupa; esse é o 1º homicídio de 2012em BauruCRISTIANO PAVINI/COLABORAÇÃO PARA O BOM DIA

Bauru registrou o primeiro homicídio do ano na madrugada deste domingo (8). O travesti J.F.S., de 23 anos, que utilizava o apelido “Safira” para realizar programas sexuais, foi executado na madrugada deste domingo com provavelmente cinco tiros à queima-roupa.Segundo testemunhas ouvidas pelo BOM DIA, a vítima encontrava-se encostada em um poste no cruzamento das ruas Borba Gato e Benjamin Constant quando um homem, com o rosto coberto e portando um revólver, atirou em suas costas. Ao se virar, recebeu tiros no peito e na barriga. Ainda de acordo com as testemunhas, o assassino tentou atirar também na cabeça da vítima, quando ela já estava de joelhos. A Polícia Militar e o Samu foram acionados e encontraram J.F.S. sem vida. No boletim de ocorrência consta que foram encontradas cinco cápsulas e dois projéteis no local.Os pertences da vítima não foram levados pelo criminoso, o que aparentemente descartaria a tentativa de assalto. Entretanto, o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais de Bauru (DIG), Kléber Granja, não elimina nenhuma hipótese por enquanto. “Já estamos com algumas linhas de investigação traçadas e estudando o perfil e hábitos da vítima. Mas ainda é cedo para pensarmos em suspeitos”, sustenta Kléber.O corpo está no Instituto Médico Legal (IML) para análise.JuradoSegundo informações da Associação Bauru pela Diversidade, entidade que luta contra a discriminação sexual no município, “Safira” se envolvia em delitos há algum tempo.A vítima, inclusive, estava jurada de morte, e era descrita como violenta por colegas. Por isso, a entidade descarta que o crime esteja relacionado à homofobia.

08/01/2012 13h18 – Atualizado em 08/01/2012 13h18

 

Do G1 Bauru e Marília

http://g1.globo.com/sao-paulo/bauru-marilia/noticia/2012/01/travesti-e-morto-tiros-na-madrugada-em-bauru-sp.html

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Um travesti foi assassinado no bairro Higienopólis, em Bauru, no interior de São Paulo, na madrugada deste domingo (8).

Segundo informações de testemunhas, a vítima de 23 anos estava no local onde costuma fazer ponto de prostituição, quando passou um indivíduo não identificado e disparou tiros contra o jovem.

A Polícia Militar encontrou uma bolsa com os pertences da vítima. O corpo foi encaminhado ao IML de Bauru. A polícia investiga o caso.

08/01/12 23:00 – Bairros

Travesti é morto a tiros na região central da cidade

O primeiro homicídio deste ano foi registrado na madrugada de ontem em plena região central; há três testemunhas

Rita de Cássia Cornélio/ Com Tisa Moraes 

Bauru registrou na madrugada de ontem o primeiro homicídio do ano. O crime aconteceu no cruzamento entre as ruas Borba Gato e Benjamin Constant, área central da cidade. A vítima foi o cabeleireiro Josimar Ferreira Severino, 23 anos, executado com cinco tiros em seu ponto, onde se apresentava como travesti. Entre os colegas, Josimar era conhecido como Safira.

Os cinco estampidos dos tiros que silenciaram a vítima foram ouvidos por um morador de um prédio nas imediações. Foi ele que, ao acordar assustado, ligou para a Polícia Militar. Para ele, que teve sua identidade preservada por questões de segurança, o autor do crime é um homem que ele viu correndo pela rua Borba Gato em direção a Avenida Rodrigues Alves, logo após os tiros.

“Eu estava dormindo com a janela aberta. Ouvi quatro disparos e mais um, após uma pausa. Corri para a janela e vi um sujeito descalço correndo na direção da Rodrigues Alves. Ele era magro, usava uma camiseta branca e um short”. A descrição corresponde às características do assassino fornecidas por outras três testemunhas que presenciaram o homicídio (leia mais abaixo).

O morador correu para o telefone e acionou a polícia, sem saber exatamente o que havia ocorrido. “Eu liguei e contei que ouvi os disparos. Tinha certeza que não era rojão, as explosões são diferentes. Eu não sabia, até então, o que estava acontecendo e o local exato. Logo vi uma viatura chegando. Imaginei que o criminoso tinha sido preso. Porém, não fui para o local.”

A constatação da morte do cabeleireiro foi feita inicialmente pelos policiais militares e, posteriormente, confirmada pelo médico plantonista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que esteve no local e constatou o óbito. O delegado plantonista, assim como o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Cledson Luiz do Nascimento. A família da vítima foi procurada, mas não foi encontrada. 

Diário de São PauloBUSCAVERSÃO

facebooktwitterorkutrssvoltar a home.dia a dia +10/01/2012 18:15Morte de travesti não foi crime homofóbicoAlguns usuários de redes sociais levantaram a hipótese de preconceito, mas polícia descarta essa suspeitaKELLI FRANCO

kelli.franco@bomdiabauru.com.br O assassinato do travesti  J.F.S, 23 anos,  na madrugada do último domingo, causou diversos comentários e comoção em redes sociais, principalmente o Facebook.

Alguns usuários da rede levantaram a hipótese de se tratar de homofobia, mas a hipótese está praticamente descartada pela Polícia Civil que afirma já ter algumas pistas sobre o possível autor do crime.

Segundo o delegado Kleber Granja, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Safira, como era conhecido, tinha diversas passagens pela polícia por roubo e, a princípio, algum tipo de vingança é uma das hipóteses prováveis para o crime. “O negócio dele era extorquir os clientes. Evle tinha uma faca para se defender ou, de repente, roubar algum cliente mais fraco”, explica o delegado. Kleber afirmou  ainda que o delegado Cledson Nascimento, também da DIG, esteve no local do crime, mas não encontrou indício do uso de drogas,  outra motivação comum nos casos de homicídios em Bauru.

Um comentário em ““SAFIRA” | JOSIMAR FERREIRA SEVERINO | TRAVESTI – 23 anos | TIROS | SP, BAURU

  1. […] Cause of Death: multiple gunshot wounds to the chest, head, and leg. Date of Death:  July 31, 2012 Source (*aka Josimar Ferreira Severino) Sapphire was 23 years […]

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