FERNANDA / TRANS – 32 ANOS / TIROS / RS, VIAMÃO

Trans morre na frente da

polícia e bandidos escapam

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Ontem à tarde, Fernanda foi assassinada na margem da RS 118, próximo ao Parque das Águas. Fernanda era uma travesti conhecida por “fazer ponto” por ali pela estrada e também atrás da Igreja Nossa Senhora da Conceição, no centro de Viamão.

Fernanda tinha 32 anos de idade, e foi morta a tiros. Brigadianos que vinham pela estrada tentaram pegar os dois assassinos, mas eles deram diversos tiros na viatura da polícia.

Os policiais reagiram e chegaram a balear o vagabundo que estava na carona da moto. O meliante ferido conseguiu correr e se esconder no mato. O outro chinelão, que guiava a motoca, abandonou o veículo e correu para dentro de um Honda Civic. Os dois escaparam.

Ao que parece, o crime não teve como motivação nenhuma tentativa de roubo ou coisa parecida (até porque os caras tinham um Civic!). Pode muito bem ser simples fruto de um ato de transfobia mesmo.

A IMPRENSA NÃO DEU BOLA

A morte de um pai de família heterossexual dá notícia. Se for a morte de um sujeito rico, dá até passeata. Se o morto for gay, mas tiver dinheiro ou for do “high society”, fazem manifestação, reportagem sobre a homofobia, há barulho, cartazes, choro e ranger de dentes.

Mas a morte de uma travesti, de um michê, parece que não é mais importante do que a morte de uma barata.

O caso aconteceu à luz do dia, num local movimentado, e simplesmente não houve cobertura alguma da mídia. Alias, nenhuma, não. Teve sim: eu quero cumprimentar, realmente cumprimentar e dar os parabéns, à Rádio Guaíba, que fez uma matéria sobre o crime. Da grande imprensa, só a Guaíba fez isso. O resto não deu a nota, nem como repique.

radioguaiba