LGBTfobia/Calendário

O trabalho LGBTFOBIA/CALENDÁRIO foi construído partindo da necessidade de denúncia e de visibilidade ao aumento considerável dos casos de assassinato e violência contra a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais Travestis e Transexuais (LGBT) no Brasil, país que hoje ocupa a amarga posição de primeiro lugar como pais que mais mata pessoas LGBTs no Mundo. A proposta do trabalho é que para LGBT assassinado no Brasil no ano de 2017 uma gravura seria feita, os dados foram colhidos do banco de dados Quem a homotransfobia matou hoje/ Quem a homofobia matou hoje?  banco de dados Online  que coleta casos de LGBTfobia no Brasil e disponibiliza os dados para a população.

De janeiro à outubro de 2017 já foram contabilizadas 335 mortes de pessoas por LGBTfobia, e a maneira como essas mortes acontecem ainda é mais estarrecedora, visto que, não é raro a pratica de tortura e mutilação antes da morte das vítimas, pessoas que foram mortas e brutalizadas apenas por serem LGBT.  Em cada gravura consta as iniciais do nome de cada vítima, sua idade, orientação sexual ou identidade de gênero, a causa da morte, o local onde ocorreu o crime e a data da morte, configurando-se assim um doloroso calendário de assassinatos dos quais a ignorância, intolerância e ódio são os principais responsáveis.

Este trabalho é um panorama triste da realidade brasileira, aonde em média uma pessoa LGBT é assassinada a cada 25 horas, e também uma resposta ao levante conservador que contamina a população com discursos impregnados de ódio, que a todo custo querem calar nossa voz, nós, pessoas LGBT resistimos e não nos calaremos frente à violência e a injustiça, e que esse trabalho seja recebido como um grito de denúncia em meio à mancha de sangue que aumenta a cada dia no solo brasileiro.

O trabalho faz parte das exposições do CUBIC 3 (Circuito Universitário da Bienal Internacional de Curitiba) Stephanie Dahn Batista, Iuska Wolski e Isadora Matiolli assinam a curadoria do edital.  No mesmo espaço estão expostos trabalhos dos artistas Jordi Tasso (Porto Alegre), Marcellen Neppel e Gabriel Alarcón (Córdoba Argentina), a entrada é franca e a exposição acontece até o dia 30 de novembro em Curitiba-PR no Museu de arte da Universidade Federal do Paraná (MUSAUFPR), localizada na Rua XV de Novembro nº695.

MUSAUFPR – Museu de arte da Universidade Federal do Paraná
Exposição do Artista Eduardo Barbosa – LGBTFOBIA/CALENDÁRIO

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