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CRIMES CONTRA LGBT SÃO SEMPRE CRIMES DE ÓDIO!!!

1. Do mesmo modo como os crimes contra mulher, negro, índio e demais minorias, não se exige a comprovação dos motivos que levaram à morte da vítima, assim também crimes contra lgbt devem ser contabilizados em bloco, já que ser lgbt é um fator de risco acrescido e mesmo em crimes de latrocínio e mesmo quando há envolvimento com drogas, violência domestica, prostituição, etc, as vítimas se envolveram em situações de risco empurradas pela homotransfobia cultural e institucional. 

2. O Governo sempre tem culpa por não aprovar leis que punam a homofobia nem apresentar políticas públicas que empoderem a cidadania da comunidade lgbt.

3. Num país homotransfóbico como o Brasil – temos sim de culpabilizar o Estado sobretudo quando a presidenta vetou, arquivou e proibiu as demandas cidadãs do movimento lgbt.

Espero querido Welton ter-te convencido e que não voltes a questionar a homofobia institucional nem culpabilize mais as vítimas. Nesse sentido, o GGB há décadas adverte os lgbt para que não se exponham a situações de risco. VIDE NOSSO MANUAL Gay vivo não dorme com o inimigo – No triste caso desse baialarino baiano, se ele tivese praticado nossas sugestões, certamente estaria vivo.

Mott

http://www.ggb.org.br/manual.html

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Luiz Mott fala sobre Homofobia, Direitos para

população LGBT e Marco Feliciano na CDHM

Luiz Mott, Antropólogo, historiador e fundador do Grupo Gay da Bahia, gentilmente cedeu uma entrevista ao Passageiro do Mundo, onde aborda a questão de Direitos para a população LGBT, homofobia e a polêmica de Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Decano do Movimento LGBT, Mott é referência mundial na questão de luta pelos direitos da população LGBT. Dedicou grande parte do seu trabalho a pesquisas de sexualidade e gênero, tornando-se uma fonte, quase que obrigatória, para todos aqueles que fazem referências acadêmicas nessa questão.

Passageiro – Como foi o seu ingresso na Militância LGBT? Quais eram as prioridades e as principais bandeiras de luta naquela época?  

Luiz Mott – Tinha recém mudado para a Bahia, em 1980, quando fui covardemente esmurrado por um homofóbico ao me ver abraçado com meu companheiro num por do sol no Farol da Barra. Fiquei revoltado, procurei um policial em vão. Foi esse murro que despertou minha consciência de militante gay.

Tinha sido seminarista dominicano durante toda minha adolescência, e ao sair do convento, optei pelas Ciências Sociais, e pela antropologia em particular, pois mantive mesmo depois como ateu, o mesmo sentimento humanista inspirado no cristianismo. Nos primórdios do movimento homossexual, nossas principais bandeiras eram sair do armário, fundar grupos por todo o Brasil, lutar contra a homofobia manifesta na imprensa, que insistia em nos rotular de doentes e marginais, usando termos vulgares para se referir a nossa comunidade.

Passageiro – E como se deu a fundação do Grupo Gay da Bahia? Quais as principais áreas de atuação do GGB?  

Luiz Mott – 1980 foi um ano emblemático no Brasil, no final da ditadura militar: data da fundação do PT, Olodum e GGB. O Movimento Homossexual Brasileiro havia sido fundado em 1978, com o Grupo Somos de São Paulo e o Jornal “O Lampião”. Percebi que era o momento de mobilizar os homossexuais baianos para nos organizarmos. Fundamos então o Grupo Gay da Bahia no carnaval de 1980, que desde sua origem teve como objetivo lutar contra qualquer manifestação de homofobia, divulgar informações corretas sobre homossexualidade e mobilizar a comunidade LGBT para defender sua cidadania plena.

Desde sua fundação, o GGB foi protagonista das mais importantes conquistas do movimento LGBT nacional: liderou em 1985 a campanha nacional que retirou o “homossexualismo” da condição de desvio e transtorno sexual; foi a primeira ONG/LGBT a se registrar como entidade civil e obter o status de utilidade pública municipal; foi pioneira na prevenção da Aids e fundou diversas outras ONGs, como a Associação de Travestis de Salvador, o Grupo Lésbico da Bahia, o Quimbanda Dudu de Negros Gays, entre outras.

Passageiro – O que falta no Brasil para que a homossexualidade não seja mais vista, por setores fundamentalistas, como um desvio de comportamento?  

Luiz Mott – Lastimavelmente o Brasil é um país extremamente contraditório para os LGBT: em seu lado cor de rosa, abriga a maior parada LGBT do mundo, tem a maior associação LGBT da America latina, já aprovou o casamento homoafetivo, porem, tem seu lado vermelho sangue, representado pelos cruéis assassinatos de gays e travestis. A cada 26 horas registra-se um “homocídio”, 338 em 2012, 86 só neste início de ano. Metade dos assassinatos homofóbicos do mundo são cometidos no Brasil. Herdamos da Inquisição e escravidão essa sangrenta homofobia, infelizmente atualizada pelos sermões homofóbicos dos fundamentalistas evangélicos e católicos, cada vez mais poderosos no Parlamento e que fizeram a Presidenta Dilma refém de seu projeto teocrático de dominação de nosso país.

Além da homofobia cultural, que fragiliza e vulnerabiliza os LGBT, dominando o imaginário dos assassinos de gays, sofremos da homofobia governamental da atual presidenta – chamada de Dilmofóbica nas listas LGBT e vaiada de norte a sul nas Paradas Gays – que vetou a distribuição do kit antihomofobia, que deveria ter capacitado mais de 6 milhões de jovens no respeito a diversidade sexual.

Passageiro – Porque os fundamentalistas são tão homofóbicos?  

Luiz Mott – Desde os tempos da Inquisição, o amor que não ousava dizer o nome foi perseguido pelo Rei e pela Igreja. Chamavam aos sodomitas de “filhos da dissidência”. E de fato, o estilo de vida dos homossexuais e transexuais sempre foi uma ameaça ao conservadorismo familista do antigo regime, na medida em que os gays baseiam suas alianças no tesão e paixão, diferentemente das uniões heterossexuais, baseadas na aliança e controle das família: Matrimôni/Parimônio.

Ainda hoje em dia, os LGBT são a última tribo romântica do mundo, pois lutamos pelo direito de se casar enquanto a maioria dos heterossexuais estão se divorciando, vivendo apenas amizades coloridas, “ficando”. Homossexualidade é vista pelos conservadores como uma anarquia perigosa que mina os alicerces da obediência cega dos filhos aos pais, ameaçando a tradição patriarcal. Acresce-se o fato de que LGBT em principio não reproduzem, e deixarão de nascer novos fundamentalistas, o que não interessa às religiões que precisam das novas gerações para continuar sua cruzada familista tradicional.

Passageiro – Por que não avançamos o quanto deveríamos em relação às políticas públicas LGBT?  

Luiz Mott – É notório que nos últimos anos o antigo MHB, hoje MLGBT foi maciçamente cooptado pelo partido governista, e apesar de muitas lideranças homossexuais estarem trabalhando em órgãos federais, estaduais e municipais, infelizmente o governo não está conseguindo resolver nossa prioridade máxima: sobreviver aos “homicídios” e à Aids.

O Governo não tem sequer habilidade para criar um banco de dados sobre assassinatos de LGBT: é o GGB quem há décadas faz tal levantamento, disponibilizado no blog “Quem a homofobia matou hoje” com atualização diária sobre crimes homofóbicos. Mesmo o tal Disk 100, que registrou 4.614 denúncias de homofobia em 2011 (cadê os dados de 2012 e 2013?), lastimavelmente não implementou nenhuma ação eficaz para diminuir tal calamidade. Portanto, as políticas públicas LGBT são poucas, tímidas, ineficazes. Falta vontade política e “savoir faire”, inteligência estratégica governamental para erradicar esse cancro que de nosso país, onde são mortos mais homossexuais do que em todos os países muçulmanos onde há pena de morte contra os LGBT.

Passageiro – Como você vê a eleição de Marco Feliciano para a presidência da CDHM? 

Luiz Mott – Nunca antes na nossa história houve uma mobilização nacional e internacional tão orquestrada contra a homofobia deste indigno presidente da Comissão de Direitos humanos e Minorias da Câmara dos deputados. É fantástica e de altíssimo nível a quantidade de artigos e ensaios escritos contra o pastor Feliciano. As incontáveis fotos de Vips e cidadãos comuns se beijando na boca como protesto continuam pipocando na internet. As manifestações em todas capitais, muitas cidades do interior e do exterior, sempre com o mote FORA FELICIANO é inaudito em nossa história, configurando-se como o maior movimento de massas do século 21, só igualadas pelas lutas Contra a Ditadura, Diretas Já, Fora Collor, do século passado.

A produção de charges e cartoons fora Feliciano é fantástica: o GGB inaugura em maio, em Salvador uma exposição com 50 caricaturas dos melhores cartunistas brasileiros sobre esse tema. Infelizmente, Feliciano é cria e cota de Dilma e só teve essa visibilidade devido a irresponsabilidade do PT e seus partidos aliados, que após quase duas décadas na condução da comissão de DH, optaram por comissões mais poderosas e midiáticas. Quem pariu Feliciano, que o embale!

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Candidato à OAB é réu em processo

de improbidade no Piauí

.http://www1.folha.uol.com.br/poder/1219562-candidato-a-oab-e-reu-em-processo-de-improbidade-no-piaui.shtml

Este é o favorito para substituir Ophir Cavalcante na presidência do Conselho Federal da OAB para dar continuidade à política em andamento.

A OAB foi cooptada pelo governo Dilma que despreza os direitos LGBTs, e com a SDH criou os comitês de enfrentamento da homofobia como resposta-fuga à pressão para que a OAB recorresse a Ban Ki-moon.  E para dar a ONU a impressão de que o governo Dilma combate a homofobia.

Para a mídia a iniciativa vai aparecer assim: “o governo criou comitês de enfrentamento da homofobia”.

Para a realidade, sem a equiparação da homofobia ao racismo, a homofobia irá crescer em 2013: 30% ou mais em crimes de ódio, mais de 200% em bullying familiar e escolar, e discursos homofóbicos dos religiosos sem possibilidade de quantificação tal será sua expansão.

O discurso homofóbico religioso é a origem do comportamento homofóbico

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LATROCINIO CONTRA HOMOSSEXUAL É SEMPRE CRIME

HOMOFÓBICO !

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O jornalista e ativista LGBT goiano assassinado, Lucas Cardoso Fortuna.

Pois os assassinos acreditam que a bicha é fraca, frágil, presa fácil; que a policia não vai investigar porque é viado; que a justiça não vai condenar porque gay é sempre culpado da sedução dos machos, etc.
Depois de transar, torturar, jogar do alto das pedras no mar, ainda vem essa polícia machista e homofóbica querer teorizar sem competência negando o caráter da homofobia cultural em crimes como este, é realmente prova de ignorância e preconceito. Punição exemplar para os assassinos.

Nunca é roubo seguido de morte, é sempre morte seguida de saque. Porque crimes contra homossexuais nunca recebem atenção da polícia, o que permite que o assassino escape de ser preso se mascarar o crime como latrocínio.

A polícia pernambucana tem que ser desmascarada.

QUEM A HOMOFOBIA MATOU HOJE

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Wilson Gomes

Delegados de polícia, jornalistas, e comentaristas dos fatos da vida nos jornais e em mídias sociais estão ficam especializados em estabelecer e descartar causas de crimes. “Foi latrocínio”, declara a Autoridade, esquecendo-se que latrocínio é apenas o nome de um crime e não a causa dele. “E se foi ‘latrocínio’ está descartada a homofobia”, assevera o comentador de política online. Pois sim.

Causas são coisas tão complicadas em Filosofia, que a Física de Aristóteles inventou uma teoria das quatro causas (material, eficiente, formal e final) que nos quebra a cabeça até hoje. E se sairmos para o território da Física para as Ciências Sociais e a Psicologia, a vida não fica mais fácil. Um sujeito, padecendo de amor não correspondido, lança-se, em desatino, do alto de uma ponte sobre o rio e morre. O que causou a sua morte? O afogamento e o impacto da queda, com certeza. Alguém dirá acertadamente que ele próprio matou-se – suicídio. Outros dirão que morreu de amor e estarão igualmente certos. Mas se não houvesse força de gravidade, o coitado do nosso amigo morreria? Além do mais, ao fim e ao cabo, morreu porque estava vivo, já que os mortos não morrem, exceto em TheWalkingDead.

Agora, pensem comigo. Imaginem que algum desses ícones da vida noturna e “marginal” das metrópoles – um morador de rua, uma prostituta de calçada, um travesti – seja assassinado brutalmente, como é tão comum, numa dessas madrugadas da invisibilidade. Como eram pobres e não havia nada neles a ser levado, exceto a vida, o Dr. Delegado terá que descartar o reconfortante latrocínio. Ainda assim serão exploradas as hipóteses de rixa e acertos de contas, que são as perenes hipóteses número 2 para o submundo – coisa lá entre eles. Haverá a possibilidade de que o Dr. Delegado possa inferir, dos dados disponíveis, da sua formação policial ou da sua enciclopédia pessoal sobre a vida que esses humanos aí foram mortos porque os seus assassinos compartilhavam o preconceito socialmente estabelecido de que certos tipos de vida são dispensáveis? A repugnância pela “sujeira social”, representada pelos tipos de vida que são identificados como margens (pq. vistos do nosso centro), não é causa dos comportamentos de “higienização” homicida tão típicos dos dias que correm? Muitos compartilham esta repugnância, mas é certamente poucos os que resolvem “tomar providências” – aquelas providências que terminam em um índio incendiado porque dormia na rua aqui, crianças massacradas na Candelária ali, prostitutas, travestis, homossexuais assassinados em bases cotidianas no Brasil afora.

Claro, podemos brincar de achar e descartar causas (“causas” são de tantos tipos mesmos, não é Aristóteles?), principalmente as causas que não nos incomodem e impliquem, aquelas que afetem apenas vítima e assassino e os isolem de nós. Assim, quem compartilha as premissas psíquicas e normativas da repugnância que move a mão que mata pode continuar mantendo os seus “valores” sossegadamente, já que as suas mãos estão limpas. A vítima foi quem assumiu o comportamento de risco e o assassino é um louco que não tem nada a ver comigo. Imagino os pacíficos noruegueses do bem, mesmo que compartilhem as premissas de ódio contra imigrantes, traçando um círculo ao redor de Anders Behring Breivik, o sujeito que levou a premissa a um ponto tão radical que resolveu “tomar providências”. Não temos nada a ver com isso, dirão. Assim como traçaremos um círculo ao redor dos que matam homossexuais na noite, para isolá-los de nós e não assumirmos que compartilhamos com ele as premissas medonhas que são, sim, causa das mortes de que, em geral, nem ouvimos falar nos dias seguintes, confinadas à crônica policial.

De certas mortes, entretanto, é preciso impossíveis acrobacias intelectuais e morais para que se possa descartar o ódio como causa, mesmo que outras causas possam ser, plausivelmente, incluídas no pacote. Mata-se para roubar o homossexual que buscava sexo na noite, sim; mas quem acredita que a questão sexual e o desprezo (mas também desejo, talvez) pela orientação homossexual não são uma causa do ódio que mata, só pode fazer isso por má fé. Mata-se por espancamento um menino que namorava na noite. Para roubar-lhe uns aparelhos eletrônicos (precisa-se matar para isso?)? Porque era “marginal” e, portanto, descartável? Porque era homossexual e, portanto, podia ser descartado pela bestial faxina moral por meio do assassinato?

Se há alguma dúvida aqui é simplesmente esta: qual é a causa que o nosso conforto social vai descartar hoje? Ou vamos sair da nossa zona de conforto espiritual e assumir, sim, que a sociedade que compartilha o ódio ou o desprezo pela sexualidade homossexual tem as mãos sujas de sangue, mesmo que não tome providências para matá-los? Afinal o “não acho que foi por homofobia” é tão tranquilizante e simples, mas não nos torna pessoas melhores em certos casos.

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O PDC 234/2011 que está na CSSF da Câmara dos Deputados pretende manipular o desejo humano começando pela castração dos homossexuais. 

TuringSorrindo

Alan Turing – gênio da raça que salvou a humanidade do nazismo e a burrice inglesa o castrou da homossexualidade levando-o ao suicídio.

O PDC 234/11 pede a Câmara dos Deputados sustar o Parágrafo único do art. 3º e o art. 4º da Resolução 001/99 do Conselho Federal de Psicologia – Relator Deputado Pastor Roberto de Lucena

A resolução a ser sustada:

Art 3º. – …

Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

Art. 4º – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

DO MÉRITO:

O PDC 234/11 pretende:

1. Dar aos psicólogos o direito de oferecer castração psicológica dos homossexuais. (ref. Paragrafo unico do art. 3º)

2. Dar aos psicólogos o direito de propagandear técnicas de castração dos homossexuais. (ref. Art. 4º)

Do relatório Lucena –

O relator deturpa o mérito do PDC desviando o foco para o homossexual e para constitucionalidade da matéria relatada, alegando o direito do homossexual de pedir ajuda de psicólogos (pedir a castração psicológica), e, o direito dos psicólogos de atender a demanda (oferecer a castração psicológica). (ref. Parágrafo único do Art 3º da Res 001/99 do CFP)

Quanto ao direito de publicar as técnicas de castração psicológica, o relator usa de interpretação falsa da CID I0 , F60-F69, da OMS, colocando a homossexualidade com transtorno, e não o ambiente social hostil a ela como o causador de transtorno, que é o que preconiza a CID 10. (ref. Art. 4º da Res 001/99 do CFP)

Das repetitivas 31 páginas de relatório, seguramente elaboradas por uma assessoria despreparada, foram encontrados ao menos 38 pontos tratados falaciosamente, manipulados para enganar, e até mesmo falsos argumentos foram utilizados.

A enorme extensão do relatório foi usada como estratégia para vencer o leitor por cansaço, e induzir os deputados da CSSF a votar com o relator pela aprovação, sem aprofundar a análise da importantíssima matéria, que no limite ameaça a democracia e o Estado laico.

Seguem abaixo os pontos do relatório em que se identifica a manipulação das fontes analisadas para dar sustentação aos argumentos do relator.

link para as 5 páginas de contestação do relatório, prova da má fé do relator ]

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Orientações sexuais e identidades de gênero não são escolhidas, são um dado da natureza da pessoa humana.

A equiparação da homofobia ao racismo e à intolerância religiosa dará a garantia de que não serão discriminados os cidadãos da diversidade sexual, as pessoas LGB Ts, que não consideram sujeitar-se a determinado preceito ou doutrina religiosa .

Importar a mesma eficiente estratégia de combate ao racismo para combater a homofobia implicará o mesmo avanço social que ocorreu desde que o racismo foi criminalizado. Integrando as populações LGBTs ao universo da cidadania plena, revitalizando o mercado de trabalho, a cultura e humanizando a sociedade, do mesmo modo como ocorreu com a libertação das populações negras vítimas do racismo.

O mundo religioso sempre poderá usar de afirmações positivas em favor da norma sexual da sua doutrina sem ter que necessariamente recorrer às afirmações negativas em referência à sexualidade do outro, mormente quando essas afirmações humilham e injuriam os portadores de orientações sexuais diversas da norma religiosa.

A equiparação da homofobia ao racismo é o próximo passo da humanidade no sentido de romper as derradeiras barreiras discriminatórias, um processo que conta com o apoio institucional das Organizações das Nações Unidas, várias vezes declarado pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon; pelo Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Navanethem Pillay; e, pela Embaixadora Maria Nazareth Farani Azevedo na Missão Permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas em Genebra.

A Ministra Maria do Rosário da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República tem declarado reiteradas vezes a necessidade da equiparação da homofobia ao racismo, e mesmo o Supremo Tribunal Federal do Brasil já entendeu que a homofobia pertence a mesma classe de preconceito que o racismo.

Falta apenas o Legislativo brasileiro reconhecer a equiparação da homofobia ao racismo para que finalmente a paz chegue ao coração de milhões de brasileiros da diversidade sexual, seus pais e irmãos, parentes, amigos, colegas e companheiros, e, também aos cidadãos que amam e respeitam a democracia e lutam pela afirmação permanente da laicidade do Estado.

Benjamin Bee

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REOCUPEMOS AS RUAS!

Há muito tempo, o movimento LGBT vem denunciando os ataques dos fundamentalistas ao Estado Laico. Utilizando-se de argumentos religiosos, um significativo número de deputados federais e senadores impedem a consolidação igualitária de nossos direitos.
Apesar de nossas manifestações, Paradas e protestos, muito pouco conquistamos. Ainda somos considerados/as cidadãos e cidadãs de segunda classe. A homofobia institucional, familiar, social e escolar não para de destruir nossas vidas. Quem de nós não sofreu algum tipo de agressão na vida? Quantos de nós já não foi ridicularizado/a, violentado/a, agredido/a, xingado/a ou ameaçado/a por ser quem somos? 
Nessa batalha, temos pouquíssimos aliados. A maior parte dos movimentos sociais, grupos políticos e sindicais ou parlamentares não querem ter suas imagens associadas a um “bando de viados, sapas e travestis”, contrários a lei de deus e da natureza.
Apesar disso, a eleição de Marco Feliciano serviu para que em todo o país, nós nos articulássemos a ponto de colocar em pauta, além de nossa existência, nossas demandas. Pela primeira vez, nós fomos protagonistas de uma intensa mobilização social, que está unindo artistas, entidades ligadas aos Direitos Humanos, movimento negro e em defesa pelo Estado Laico. 
Evidentemente era de se esperar que as reações daqueles que se opõem aos nossos direitos, fossem cada vez mais violentas, criminosas e sistemáticas. Nas ruas, na mídia e na internet são inúmeras as declarações homofóbicas e as ameaças, vindas dos setores mais conservadores e fundamentalistas da sociedade brasileira. 
E se num país, como a França, origem dos direitos humanos, vem assistindo a uma escalada de violência contra a população sexodiversa após a aprovação do casamento igualitário, imagine o que acontece Brasil afora, país onde a democracia é tão frágil e que continua à mercê dos mesmos grupos que sempre estiveram no poder e que farão de tudo para continuarem defendendo seus privilégios, reclamando o direito de nos oprimir e nos colocar numa de inferioridade.
Mas não podemos temer, companheiros e companheiras. Não podemos recuar! 
Enfim, chegou a nossa vez de exigir TODOS os direitos que nos foram negados. E claro, não conseguiremos isso sem lutar! Não conseguiremos conquistar o que nos é de direito se nos acovardarmos, se recuarmos, se permitirmos o retrocesso. 
Querem, mais uma vez nos exterminar. Querem estabelecer programas de cura da homossexualidade. Querem continuar dizendo que somos aberrações, contrários a família e aos valores morais. 
E a nossa resposta virá das ruas e da nossa capacidade de resistir. Por isso, é preciso, entre outras coisas, que transformemos nossas Paradas em grandes manifestações contra os discursos de ódio, proferidos nos púlpitos, nos parlamentos e na TV. Enquanto batemos o cabelo, muitos de nós, são assassinados/as. Enquanto fazemos das Paradas, grandes micaretas, nossos poucos direitos estão cada vez mais ameaçados. É preciso, pois, convencer nossos amigos e amigas, nossas famílias, nossos/as colegas de trabalho a se juntarem a nós.

Façamos de 2013 o ano da virada! O ano em que os gays, as lésbicas e transgêneros brasileiros tomaram as ruas.
Não mais nos calarão! À luta! Até a vitória!

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