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Estado Laico

DIGA NÃO A TEOLOGIA DO ÓDIO !!!

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BRASIL 2013 e 2014…Eleições daqui a 10 meses…

PENSE NISSO !!!

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ACORDE ENQUANTO HÁ TEMPO. Vote em políticos  comprometidos com os direitos humanos. 

 

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FUNDAMENTALISMO AMEAÇA

DEMOCRACIA BRASILEIRA >>

O Estado laico brasileiro encontra-se sob ameaça de grupos fundamentalistas que iludem o povo com seus discursos mentirosos e de ódio. Os radicais religiosos dizem que lutam pela liberdade religiosa e pela cidadania, mas na verdade querem instalar um Estado teocrático, ou seja, uma ditadura tipo Irã, para impor a toda a sociedade seus padrões morais e de comportamento. É puro fascismo religioso !

Sem título

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Fundamentalismo evangélico – ameaça à democracia

Rev. Carlos Eduardo Calvani

 

Campo Grande não merecia, na comemoração dos seus 114 anos de emancipação, o desprazer de assistir a tal “Marcha para Jesus” organizada por pastores-políticos e políticos-pastores reunindo cerca de quarenta mil fanáticos para ouvir o “mais do mesmo” – as bobagens retrógradas de Silas Malafaia, Robson Rodovalho e outros. E o pior é que insistem em me enviar convites para que nossa Igreja participe dessas idiotices.

Que vergonha imaginar que no Brasil, entre os anos 40 e 60, o termo “evangélico” designava cristãos que optavam por viver sua fé fora da Igreja Católica Romana, pautando-se pelos princípios da Reforma Protestante do século XVI. Naquela época a palavra “pastor” impunha autoridade e respeito até mesmo entre os católicos-romanos. Pastor era símbolo de alguém honesto, sábio, conhecedor das Escrituras e capaz de dialogar em ambientes universitários. Sim, as igrejas evangélicas eram conservadoras, mas não eram fanáticas. Não se viam pastores pulando e esbravejando nos púlpitos; os cultos sóbrios não eram “shows da fé”; ninguém ousava cobrar prosperidade material de Deus, mas entendia que o estudo, o trabalho honesto, a moderação nos gastos e a liberalidade trariam consequentemente melhorias na vida familiar e financeira.

Nos anos 70, as igrejas protestantes sérias, preocupadas com seu baixo crescimento quantitativo, começaram a abrir a guarda para os pentecostais. Esperavam que todo aquele ânimo revertesse em crescimento. Os pastores que não aceitavam o ridículo pentecostal eram chamados “tradicionalistas”. Mas eles estavam certos. O movimento pentecostal das classes mais pobres e o carismatismo reacionário da classe-média só trouxeram prejuízos para as Igrejas Protestantes.O zelo pela educação teológica foi deixado de lado; afinal, era preciso “pegar leve” com os coitadinhos que não conseguiam estudar teologia, línguas bíblicas, liturgia, etc… As Igrejas Protestantes chocaram ovos de serpente em seu meio; criaram cobras e agora não sabem como deter sua proliferação. Todas as iniciativas institucionais para criar um mínimo de ordem através da antiga Confederação Evangélica Brasileira ou AEvB (Aliança Evangélica Brasileira) foram tomadas de assaltos pelas hordas e legiões fanáticas, capitaneadas por pastores poderosos.  Os resultados visíveis foram os múltiplos cismas e divisões dentro das igrejas históricas e a constante subdivisão de igrejolas de porta-de-esquina. O único  consolo é saber que, como todos eles amam o poder, acabarão se matando uns aos outros em seus próprios ninhos de serpente.

 

Hoje as palavras “evangélico” e “pastor” designam exatamente o oposto – ambição desenfreada; uso abusivo do nome de Deus em vão; mantras ridículos repetidos exaustivamente e atribuídos ao Espírito Santo; constantes reportagens na mídia sobre pastores fraudulentos que exploram a boa-fé das pessoas mais humildes ou que se aproveitam da ignorância da classe-média depressiva e consumista. É certo que nem todos os evangélicos são assim, a ponto de os protestantes “tradicionais” atualmente evitem usar o termo “evangélico” por vergonha de se identificarem com os que se apoderaram desse termo. Os evangélicos de hoje não são propriamente evangélicos. São religiosos ávidos pelo poder na sociedade. E esse pentecostalismo fanático nada tem a ver com os princípios da Reforma Protestante.

Após terem se infiltrado em várias igrejas, tentam também se infiltrar na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. São acolhidos em nossas paróquias mas não querem mudar seus princípios. Ao contrário – querem mudar a Igreja que os acolheu. Reclamam do Livro de Oração Comum; reclamam da Liturgia; reclamam dos hinos; reclamam do ministério episcopal; menosprezam os sacramentos; desdenham da educação teológica séria; criticam os valores éticos que defendemos; ironizam e fazem piadas de nossos irmãos e irmãs gays e lésbicas, passam por cima dos cânones alegando que o que importa é o “Espírito” e não a letra… e nem sempre encontram autoridades dispostas a colocá-los em seu lugar.

Não tenho dúvidas: Os ramos carismáticos e pentecostais só contribuem para abaixar o nível do ministério anglicano no Brasil.

O fundamentalismo evangélico hoje é um dos maiores perigos para a sociedade brasileira e o Estado Laico. Malafaia, Feliciano, Rodovalho, Macedo, R.R. Soares e outros nomes menores que estão despontando (e outros que ainda despontarão) são a pior espécie de fanatismo religioso possível. Alguém em são consciência e com um mínimo de instrução ou sensibilidade consegue acreditar neles e em seus discursos?

Em 1994 quando organizaram a primeira “marcha para Jesus” na cidade de Londrina (PR), escrevi um artigo no jornal da cidade dizendo que aquela manifestação era sociologicamente igual às “paradas gays” – expressão de um grupo que queria visibilidade. Na época eu lecionava em um Seminário Evangélico. No mesmo dia em que o artigo foi publicado, os organizadores foram lá, exigir minha demissão. Um deles era um presbítero que injetava dinheiro na denominação e posteriormente foi preso várias vezes por contrabando e envolvimento em cartel de postos de gasolina; o outro era médico, e no ano seguinte foi cassado no CRM do Paraná por praticar atos libidinosos em suas pacientes. Mas estavam lá, liderando a “marcha para Jesus”. Alguns anos depois encontrei esse presbítero em um vôo e, dentro do avião enquanto arrumava minha bagagem, ele perguntou: “você não é o Calvani? o que está fazendo aqui em Londrina?”; falava como se ele fosse o “dono da cidade”. Respondi secamente: “eu nunca tive meu direito de ir-e-vir impedido, quanto a você, eu é que gostaria de saber o que você está fazendo fora da cadeia que é seu lugar”.

Portanto, esqueçam qualquer possibilidade de contra-argumentação razoável. Eles não entendem o significado das palavras “dialética’, “princípio do contraditório”, “direito à liberdade de opinião”. Eles sempre tentarão calar todos que não concordam com eles. Afinal, “Deus” fala com eles diretamente.

 

Não estou escrevendo nada de muito original. Ricardo Gondim há algum tempo escreveu um belo artigo intitulado: “Deus nos livre de um país evangélico” (http://www.ricardogondim.com.br/meditacoes/deus-nos-livre-de-um-brasil-evangelico/ );

Ricardo Quadros Gouvêa, outro grande teólogo publicou tempos atrás o excelente livro “O Anticristo” (estudo exegético, histórico e teológico sério e criterioso com profundas implicações práticas em relação a tudo isso que escrevi acima).

O grupo “Triângulo Rosa” divulgou outro excelente texto na época da polêmica “Feliciano” (http://ciatriangulorosa.info/?p=329 ), o CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) já se pronunciou, juntamente com outros movimentos cristãos… parece que de nada adianta. Os evangélicos não lêem. Se lêem, não entendem. .

Não nos iludamos. Os evangélicos têm um projeto de tomada de poder na sociedade brasileira. Os evangélicos têm um projeto político muito perigoso para o Brasil. O fundamentalismo que os anima é, em todas as sociedades, a base de qualquer totalitarismo e ameaça às liberdades democráticas. Utilizam as Escrituras Sagradas do modo como lhes convém, para interferir na Comissão de Direitos Humanos, para propor ou alterar leis e infringir descaradamente as cláusulas pétreas da Constituição Federal. Eles se infiltram nos partidos e conseguem ser eleitos para cargos no executivo e no legislativo. Mas eles não têm fidelidade partidária nem princípios sociais claros. São mesquinhos e egoístas. Seus princípios são os da promiscuidade “igreja-estado”. No fundo, o que desejam é acabar com as manifestações religiosas com as quais não compartilham, sejam elas católico-romanas, espíritas, do candomblé, umbanda ou de qualquer outra religião que não a deles; desejam interferir na orientação sexual privada das pessoas “em nome de Deus”; fazem acusações levianas de que o movimento LGBT deseja acabar com as famílias; querem dominar o Ensino Religioso nas Escolas Públicas e, se conseguirem tomar o poder, não hesitarão em se infiltrar nas forças armadas utilizando o potencial bélico brasileiro para seus objetivos.

Sim, matarão se for preciso, invocando textos bíblicos; sim, destruirão o “Cristo Redentor” e qualquer outro monumento de outra religião; sim, se tiverem pleno poder proibirão o carnaval, festas juninas, romarias marianas, folias-de-reis, terreiros de candomblé e exigirão conversão forçada a seu modelo de vida e à sua religião; te tratarão bem e prometerão “prosperidade”, “cura”, “restauração”, mas no fundo se interessam é pelo seu dinheiro; o fundamentalismo que os inflama não terá qualquer restrição em proibir shows populares, biquínis nas praias e utilizarão armas químicas para fazer valer seus ideais. Viveremos um “talibã evangélico”, com homens com o mesmo olhar raivoso de malafaia, e gays internados em campos de concentração para que sejam “curados”.

Acham que estou exagerando? Deixem que eles tomem o poder e verão se o nosso futuro não será esse:

 

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Resposta de sacerdote cristão a

Marisa Lobo, Feliciano e Malafaia.

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Política e religião:

uma separação urgente e necessária

Mel Bleil Gallo
Jornalista e assessora de comunicação política do Centro Feminsta de Estudos e Assessoria (CFEMEA)

São tempos difíceis, no que diz respeito às liberdades individuais e à garantia de direitos e cidadania. Para quem ousa contrariar a ordem patriarcal, branca, heteronormativa e elitista. Em entrevista com Jean Wyllys, podemos compreender mais a fundo como o fundamentalismo chegou e tem atuado em todas as esferas da política brasileira. Em um bate-papo franco e aprofundado, o jornalista, militante LGBT, ex-BBB e deputado federal pelo Psol denuncia a hipocrisia fundamentalista e aponta alguns caminhos possíveis para dias melhores.

Jornal Fêmea – O que podemos definir como fundamentalismo?

Jean Wyllys – A palavra fundamentalismo tem sido muito associada à questão religiosa, mas há também o fundamentalismo ideológico, é importante lembrar. No caso do fundamentalismo religioso, ele implica na leitura dos fundamentos de uma determinada religião ao pé da letra. No Brasil, por exemplo, emergiu nos últimos anos um fundamentalismo religioso cristão, que faz uma leitura fundamentalista da Bíblia. Pegam todas as frases, recomendações e prescrições éticas ao pé da letra, sem colocá-las dentro de uma perspectiva histórica, que leva em conta o que as civilizações passaram ao longo desses dois mil anos.

A gente pode materializar esse fundamentalismo no Brasil, por exemplo, quando líderes religiosos tentam negar o direito das pessoas homossexuais ao casamento, com base no trecho do Levítico, do Antigo Testamento, que diz “não te deitarás com um homem, como se fosse mulher”. Eles não levam em conta que o Levítico era um código de ética de uma sociedade tribal e que essa exortação se resume à homossexualidade masculina, por exemplo. E, ainda por cima, é uma leitura seletiva, pois esse mesmo código de ética prescreve que as pessoas não devem comer frutos do mar. Entretanto, as pessoas comem frutos do mar! Ele também prescreve que todos os homens têm que usar barba, no entanto nós temos pastores sem barba. Prescreve, inclusive, que a gente possa escravizar os vizinhos, mas abominamos a escravidão.

Isso tem uma implicação política. Se a gente sair do fundamentalismo cristão e pegar o fundamentalismo islâmico, por exemplo, veremos como os atentados terroristas no Oriente Médio, nos Estados Unidos e na Europa são motivados por uma leitura fundamentalista do Corão. Ou como há judeus ortodoxos fundamentalistas que fazem uma leitura fundamentalista da Torá, também.

Jornal Fêmea – Como esse fundamentalismo ameaça a garantia do Estado laico?

Jean Wyllys – O Estado se tornou laico e republicano sobretudo depois da experiência da Independência dos Estados Unidos, seguida da Revolução Francesa, para impedir as guerras religiosas. Na prática, isso significa que o Estado laico assegura aos cidadãos o direito de crença e de não crença, mas não dirige suas políticas por paixão religiosa de nenhum tipo.Ele não tem preferência religiosa e isso é fundamental para evitar a perseguição de quem não segue determinada religião. Ao mesmo tempo, esse Estado tem que arbitrar os conflitos religiosos, o que só pode ocorrer se ele for neutro. Sabemos quais as implicações sobre as liberdades individuais, em Estados teocráticos, por isso defendemos essa laicidade do Estado.

Jornal Fêmea – Como atua o fundamentalismo junto ao Estado brasileiro?

Jean Wyllys – No Brasil, o fundamentalismo cristão se organizou primeiro economicamente, graças a um dispositivo constitucional que dá imunidade fiscal às Igrejas. Significa que, na prática, elas não pagam impostos pela exploração comercial da fé. Depois, politicamente, elas começaram um movimento que veio da periferia para o centro: os pastores foram se elegendo vereadores ou elegendo vereadores indicados. Em seguida, começaram a eleger (e se eleger) deputados estaduais e por fim, deputados federais. Assim, foram constituindo bancadas cristãs e religiosas nas diferentes casas legislativas.

Jornal Fêmea – O que abriu espaço para eles começarem a se eleger?

Jean Wyllys – Primeiro, essa organização econômica: eles tiveram dinheiro para fazer campanhas. Depois, tem o fato de que o trabalho das igrejas se pauta em um assistencialismo paternalista, junto às comunidades. Sobretudo junto às comunidades pobres, que foram alijadas de direitos. Ou seja, o Estado se fez ausente e não garantiu a essas pessoas seus direitos básicos a saúde, educação, alimentação, moradia, segurança pública. E quando o Estado se ausenta desses espaços, dá lugar para que embriões de Estado se coloquem no lugar. Daí, vêm o narcotráfico, as milícias e as igrejas. Graças ao assistencialismo, as igrejas puderam se fortalecer economicamente e se eleger. Elas se converteram numa força política e estão tomando as estruturas públicas. E não só no legislativo, diga-se de passagem, porque hoje já há fundamentalistas no Judiciário, nos Executivos.

Jornal Fêmea – Quais são os exemplos concretos dessa interferência?

Jean Wyllys – São vários. Eles vão desde a aprovação de projetos de leis municipais que proíbem escolas de tratar da sexualidade, ao veto ao programa nacional “Escola sem Homofobia”, que foi pressionado pela Bancada Evangélica do Congresso Nacional. Ou, ainda, à recente suspensão da campanha de prevenção de DST/Aids junto às jovens LGBTs. Mas chega também na proibição de sacrifícios de animais em rituais, para atingir religiões de matriz africana, como perseguição religiosa disfarçada de proteção ao direito dos animais. É uma postura hipócrita, porque, ao mesmo tempo que esses fundamentalistas estão preocupados com a pomba e a galinha que vão ser sacrificadas no terreiro, eles não estão nada preocupados com a carne que vai para o McDonald’s.

Jornal Fêmea – Se a Bancada Evangélica fosse um partido, seria o terceiro maior do país. Como você avalia a existência e a atua­ção dessa bancada?

Jean Wyllys – Ela não é tão articulada como a gente imagina. Na verdade, ela se articula para algumas questões, como os temas relacionados às liberdades individuais, por exemplo. Ou seja, contra a liberdade da mulher, dos homossexuais, dos usuários de drogas. Mas, tirando essas questões, ela não é tão coesa. Eles usam a pauta das liberdades individuais como cortina de fumaça, para encobrir seus interesses reais, de enriquecimento privado, de fortalecimento dos seus organismos não­-governamentais privados que servem, na verdade, de fachada pra parasitar o erário público.

Quando entram em pauta os direitos das minorias, eles se articulam também com outro setor conservador do Congresso Nacional, os ruralistas, do agronegócio. Juntos, eles tentam impedir a cidadania dos povos indígenas e o seu acesso ao direito à terra, a uma política agrária, a sua identidade cultural. Em troca, ruralistas se unem aos evangélicos para impedir a garantia das liberdades individuais dos homossexuais e das mulheres, por exemplo.

Jornal Fêmea – No caso específico das mulheres, alguns projetos são bastante preo­cupantes, como o Estatuto do Nascituro (PL 478/2007) e da CPI do Aborto. O que você acha dessas iniciativas?

Jean Wyllys – O Estatuto do Nascituro é uma aberração legislativa e é impressionante que tenha sido aprovado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), onde deveria ter sido emitido um parecer técnico, com o impacto orçamentário financeiro. Se esse impacto não está previsto nas leis orçamentárias, o PL deveria ter sido derrubado. Mas ele foi aprovado pelo mérito. Isso é assustador, pois atenta contra os direitos sexuais das mulheres, ao colocar os questionáveis direitos de um zigoto acima dos direitos de uma mulher com vida, que pensa, tem uma história, sentimentos e expectativas. O Estatuto do Nascituro tem um cunho machista e patriarcal, que vem fortalecer uma ordem masculina de dominação e opressão da mulher. Além disso, é lamentável que os membros daquela comissão sejam majoritariamente homens, falando em nome das mulheres.

Já a CPI do aborto é outro descalabro. O aborto tem que ser tratado na perspectiva da saúde pública. Pessoalmente, não posso falar sobre o aborto porque nunca abortei, nem posso abortar: só quem pode falar disso são as mulheres. Mas é absurdo que nossa legislação criminalize aquelas que cometem o aborto e isente os homens da responsabilidade. Isso diz muito da face do nosso Congresso Nacional, que infelizmente diz representar essa sociedade de quase 200 milhões de habitantes, num país continental.

Eu não acredito que essas pessoas representem a sociedade. A sociedade está se transformando lá fora. Existe um discurso e existe um fato. O fato é que o aborto clandestino tem matado mulheres e a gente precisa enfrentar isso. É preciso garantir a educação sexual nas escolas e o acesso a métodos contraceptivos. Temos que tratar da sexualidade de maneira responsável, sem hipocrisia, e assegurar à mulher o direito sobre seu corpo. Precisamos distinguir as etapas: um zigoto não é vida. Se ele for, um espermatozoide desperdiçado na masturbação também é vida e os homens não abrem mão de se masturbar, nem estão preocupados com o fato de terem milhões de projetos de vida jogados fora a cada masturbação. É um discurso irracional, influenciado por um fundamentalismo religioso.

Jornal Fêmea – E como ficam os direitos LGBTs, nesse cenário?

Jean Wyllys – Os homossexuais são difamados e vítimas de perseguição, mas não só dos líderes religiosos. Há instituições laicas que também alimentam o ódio e partilham do preconceito contra os homossexuais. É um grupo muito odiado e a única maneira de reverter isso é no espaço político. Se dependesse da maioria desse Congresso Nacional, esse espaço não existiria. Então a gente decidiu garantir um espaço paralelo à Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) na Frente pelos Direitos Humanos e na Frente pela Cidadania LGBT, que eu coordeno.

Jornal Fêmea – É possível citar alguns projetos mais ameaçadores à cidadania LGBT?

Jean Wyllys – Quando eu digo que a CDHM perdeu seu sentido, é com base no fato de que, com a entrada de um fundamentalista na presidência da Comissão e a sua tomada por fundamentalistas religiosos, começaram ser pautados projetos que só serão aprovados lá. São aberrações legislativas. É o caso do projeto que susta a resolução do Conselho Federal de Psicologia (que proíbe terapias de reversão de homossexualidade), chamado de Cura Gay. Tem outro projeto também, mais ridículo ainda, que criminalizaria a heterofobia.

Essa comissão não tem mais a menor legitimidade para julgar o mérito de um projeto em relação a direitos humanos. Se aprovarem qualquer coisa, é pior para eles, pois vai mostrar que eles não levam a sério as minorias, nem os direitos humanos. Mas, saindo dessa Comissão, esses projetos não serão aprovados, mesmo com o cenário conservador que a gente tem, porque eles são inconstitucionais. Agora, se forem aprovados, aí sim se justificaria a intervenção do Judiciário sobre o Legislativo.

Jornal Fêmea – Você tem atuado também pela regulamentação da prostituição e contra a exploração sexual, algo importante nesse cenário de megaeventos que o Brasil está vivenciando. Que iniciativas já foram tomadas?

Jean Wyllys – O Projeto Gabriela Leite (PL 4.211/2012) se articula com a CPI de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Nós entendemos que o enfrentamento da exploração sexual é muito importante, sobretudo na época dos grandes eventos, que potencializam a exploração sexual de adolescentes e de mulheres. A partir das audiências da CPI, nós concluímos que só é possível fazer o enfrentamento da exploração sexual se, também, regulamentarmos a prestação de serviços sexuais no Brasil. Ou seja, se a gente garantir segurança jurídica às mulheres prostitutas, e se distinguirmos a exploração sexual da prostituição.

Exploração sexual é crime, seja de crianças, adolescentes ou mulheres. Prostituição não é crime no Brasil: é uma ocupação listada na relação de ocupações do Ministério do Trabalho, à espera de regulamentação. Nós precisamos insistir na ideia de que não existe prostituição infantil, pois no caso de crianças e adolescentes, é sempre exploração sexual. Uma garota que esteja fazendo sexo em troca de bombom, comida, sapato, dinheiro ou o que quer que seja, está sendo explorada. A prostituição é uma atividade exercida por uma pessoa adulta e capaz.

A prostituição tem que ser uma escolha e há um conjunto de mulheres no Brasil – não pequeno – que fizeram a escolha pela prostituição. Outras foram levadas por circunstâncias econômicas a escolherem essa profissão, mas são prostitutas. É a atividade que elas desenvolvem hoje e tem que ser exercida com segurança política e dignidade, é nesse sentido que vem o PL Gabriela Leite. Há uma série de pessoas que estão em outras profissões por razões econômicas, mas gostariam de ser outra coisa. Mas não é por isso que nós não vamos garantir os direitos trabalhistas dessas pessoas. Não é porque uma mulher foi levada a ser prostituta, por razões econômicas, que ela tem de exercer essa atividade sem direitos.

Existe também um discurso sobre criar políticas públicas para que as prostitutas deixem essa profissão. Tem que haver políticas públicas para que todo mundo possa escolher a melhor profissão para si. Mas, ora, e se elas escolheram ser prostitutas, quem pode dizer que elas estão erradas? Esse discurso é moral, machista, de controle sobre a sexualidade da mulher. Que nega o direito da mulher escolher fazer do seu corpo o que ela quiser, como prestar um serviço sexual com ele. Um discurso de gente que não ouve as prostitutas.

Jornal Fêmea – A partir desse cenário todo, e do problema de representatividade política que você apresenta, a reforma política seria um caminho possível para combater os fundamentalismos?

Jean Wyllys – Não há vontade política do Congresso Nacional para fazer uma reforma política. O processo eleitoral, como se dá atualmente, beneficia os currais eleitorais, os canalhas de toda sorte, os parasitas do erário público, o lobby das empresas. O anti-republicanismo tem mais espaço do que o republicanismo. Esses caras não têm interesse e não vão votar uma reforma política que amplie a chance de eles não serem eleitos, que politize a sociedade e a coloque mais atenta aos representantes. Mas esse projeto seria necessário para a democratização de fato do país. Como já disse, a maioria desses parlamentares não representa a nossa sociedade. Eles representam de direito, porque foram eleitos, mas não representam de fato. Boa parte da sociedade não votou neles porque eles defendem ideias comuns, tenho certeza disso. Se a sociedade soubesse o que esses parlamentares defendem, ou da sua atuação em favor do seu enriquecimento e dos seus interesses privados, não teria votado neles.

CFEMEA /  Jornal Fêmea / Número 174 – Janeiro a Julho de 2013

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Cartilha LGBT Eleições 2012/2014

 

Não Vote em Evangélicos

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Cartilha LGBT para as eleições 2012/2014

 

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A AMEAÇA À DEMOCRACIA E AO ESTADO LAICO É CADA VEZ MAIS EVIDENTE!

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias, discutindo a “cura gay” e a criminalização da “heterofobia”, mostra o caráter da onda fundamentalista promovida por falsos profetas e vendilhões do templo.

Nesse sentido, todos nós que sofremos discriminação; negros, mulheres, LGBTTs, religiosos de matriz africana, indígenas, devemos nos unir para elegermos um Congresso Nacional que não deboche da cara dos brasileiros. Os ambientalistas, que sofrem com a aliança entre a bancada ruralista e boa parte da bancada antigay, também devem juntar-se a nós nesse esforço. Esta é a senha pra saber quem honrará o seu voto: a defesa dos Direitos humanos de LGBTTs; uma minoria que sofre escárnio, bullying e violência, cuja defesa requer coragem do político aliado, que é em quem devemos apoiar e votar.  Enquanto isso, o político que é reacionário, machista, elitista e racista, mas que tem vergonha de admiti-lo, deixa cair sua máscara quando orgulha-se de ser homofóbico. Esse deve ser combatido por todos aqueles que defendem Direitos Humanos e um Estado democrático para todos. Nesse sentido, TODOS, mesmo os não-LGBTT, leiam a “Cartilha LGBT para as Eleições 2012/2014”. Quando elegemos políticos que, contra tudo e todos, defendem os Direitos Humanos de LGBTs, certamente ganhamos também um aliado de todas as minorias e do meio ambiente.  Acesse o link da Cartilha e dê sugestões para melhorá-la, pois pretendemos lançar uma segunda edição específica para as eleições de 2014.

https://docs.google.com/file/d/0BymXfmkIzPAGNTM2YWFkODctN2YzYy00OWJiLThkOTctMzU3ODRjYmRiOWYx/edit?pl

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Os evangélicos modernos e “Teologia do ódio”

Cefas Carvalho

Jesus é amor. Amai o próximo. Oferecer a outra face quando agredido. Esqueça tudo isso. A moda agora entre os evengélicos modernos (aqueles que invadiram as redes sociais e que acreditam na pregação on line) é a “Teologia do ódio”. Após os excessos da “Teologia da prosperidade” (termo criado pelos próprios evangélicos), tão utilizada por telepastores como R.R. Soares, Valdemiro Santiago, Edir Macedo e Silas Malafaia (todos milionários, segundo a revista Forbes e as evidências), o que se vê agora é um movimento de evengélicos que colocam em primeiro lugar o confronto, e em seguida –se tiver tempo e espaço – a pregação da palavra de deus.

Só assim para explicar o comportamento de evangélicos nas redes sociais e na internet em geral. Em debates pelo Facebook e Twitter sobram palavras grosseiras para se referir aos homossexuais – alvos maiores dos evangélicos modernos – : “Viados”, “bibas”, são os prefeiros. Também abundam pragas: “Vão apodrecer no inferno”. “Que colham o mal que plantam com suas abominações”.

O mais curioso é que muitas destas agressões são feitas por evangélicos em páginas do Facebook, portais e sites de movimentos específicos ou de estudos, como por exemplo, sobre o ateísmo. Ou seja, o cidadão evangélico entra em um lugar onde se discute ateísmo, direitos dos homossexuais ou religião afro para criticar a postura de quem está lá e detilar rancor e agressões verbais. Imaginemos que homossexuais, ateus e praticantes de cultos afros entrassem em páginas de Igrejas Pentecostais ou Batistas com o intuito de dizer que quem está ali não vale nada e merece repúdio.

Em meio a tantos debates nas redes sociais sobre o que parece configurar uma btalha ideológica entre evengélicos e militantes pelos direitos dos homossexuais, leio de tudo, excessos, contemporizações, bom senso, agressões, ironias, palavrões. Mas, duas coisas me parecem claras: 1) Homossexuais não tentam impedir evangélicos de entrarem em igrejas, de orar, de crer em deus. Mas, evangélicos tentam impedir direitos dos homossexuais; 2) Nesta espécie de cruzada contra os homossexuais, os evengélicos recorrem à ironia, ataques, montagens, falsidades, enfim, ódio, como o pregado pelo telepastor Silas Malafaia, que parece falar menos de deus e Jesus do que externar seu horror pela homossexualidade.  Resta saber se a “Teologia do ódio” é uma ideologia gerada pelos tempos atuais ou se é algo premetitado e bem articulado porque, afinal, gera dinheiro e poder.

http://cefascarvalhojornalismo.blogspot.com.br/2013/03/os-evangelicos-modernos-e-teologia-do.html

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Rumo à ditadura religiosa

por 

homofobia

http://www.laparola.com.br/rumo-a-ditadura-religiosa

Este artigo tem a única e exclusiva intenção de informar sobre fatos ocorridos no Brasil, que influenciam de forma efetiva a política nacional, ou seja, a vida de todos. Não somos contra nenhum tipo de religião ou doutrina, buscamos apenas uma reflexão de bom senso (ou a falta dele) na realidade onde vivemos.

Antes de tudo, alguns fatos…

Negócio promissor

Bastam cinco dias úteis e R$ 418,42 para criar uma igreja no Brasil com CNPJ, conta bancária e direito de realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda), de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), do IPTU (imóveis urbanos), ITR (imóveis rurais), IPVA (veículos) e ISS (serviços), entre outros impostos.

Para abrir qualquer outro tipo de empresa você precisa: registrar sua atividade empresarial na Junta Comercial, Receita Federal, Previdência Social, Secretaria da Fazenda do Estado, Prefeitura e Sindicato. Dependendo da natureza da atividade você precisará de licenças e isso tudo levará em média 40 dias. E claro, a lista de impostos é grande.

(Folha de São Paulo)

Ou alcança a meta ou sua fé não vale a pena 

Para se abrir uma igreja Universal, pastores interessados só podiam se tivessem e comprovassem a capacidade de arrecadar no minimo R$150 mil mensais, mas este valor baixou para R$50 mil devido a concorrência. Até recentemente havia uma regra não escrita na Igreja Universal: o bispo Edir Macedo só deixava que um novo templo fosse aberto se tivesse certeza de que poderia arrecadar ali um mínimo de R$150 mil por mês. Menos do que isso, não valia a pena. A concorrência nos calcanhares, sobretudo da Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago, obrigou a Universal adotar uma nova estratégia de franquia. Agora, basta o candidato provar que o templo faturará 50 000 reais por mês, no mínimo, e tem a autorização para que abra as portas.

(Inforgospel)

 Mídia o 4º poder

A Rede Aleluia que pertence a Igreja Universal (IURD), possui mais de 76 emissoras de rádio AM e FM que cobre mais de 75% do território nacional, e mais de 20 repetidoras da IURD TV. Na internet, ela tem o portal Arca Universal. Na mídia impressa possui a Folha Universal e as revistas Plenitude, Obreiro de Fé e Mão Amiga. Na área da indústria fonográfica, a Universal conta com a gravadora Line Records, especializada no gênero gospel. A Unipro é responsável pelas publicações de livros da Universal, cujos principais autores são bispos da própria IURD, mas em sua maioria escritos pelo seu fundador Edir Macedo, com dezenas de títulos publicados, cada um com milhões de exemplares vendidos. A Rede Record, embora não pertença diretamente a instituição IURD e sim ao Edir Macedo, é controlada pelos pastores e bispos da Universal, entre eles o bispo Honorilton Gonçalves vice-presidente da emissora. Somando, a Central Record de Comunicação mais as emissoras de rádio e televisão da igreja, torna a IURD como a maior controladora de concessões de televisão do Brasil ultrapassando assim as Organizações Globo em número de emissoras próprias.

(BBC Brasil e Wikipédia)

 Bancada evangélica

Se a bancada evangélica fosse um partido, seria o terceiro maior na Câmara Federal, somente atrás do PMDB e PT. Ao todo são 76 deputados, correspondendo a 14% do total. No Brasil a população evangélica é de 22,2% segundo o Censo Demográfico 2010, com cerca de 45 milhões de fiéis, número que seguramente cresceu até 2013.

Dados do Transparência Brasil indicam que:

1) Da bancada evangélica, todos os deputados que a compõe respondem processos judiciais;

2) 95% da referida bancada estão entre os mais faltosos;

3) 87% da referida bancada estão entre os mais inexpressivos do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar);

4) Na última década não houve um só projeto de expressão, ou capaz de mudar a realidade do país, encabeçado por um parlamentar evangélico.

Marco Feliciano Presidente da Comissão de Direitos Humanos.

Veja alguns projetos de lei propostos por parlamentares evangélicos:

Lei da calcinha:
Obriga as noivas a se casarem com a roupa íntima e regulam decote do vestido; (Vila Velha/ES)

O púlpito é pop:
Declara o culto evangélico um “patrimônio imaterial” da cidade. (São Paulo/SP)

Lei do Pai-Nosso:
Obriga professores e alunos a orar antes do início das aulas na rede pública. (Ilhéus/BA)

Banheiro Gay:
Cria um sanitário exclusivo para quem se declara gay, lésbica, travesti ou transgênero. (São Paulo/SP)

Não beberás:
Proíbe a existência de bares a menos de 300 metros de uma igreja para garantir a paz dos cultos. (Sorocaba/SP)

Não fornicarás:
Proíbe a instalação de máquinas de camisinhas em escolas para evitar o sexo precoce. (Campo Grande/MS)

Lei do versículo:
Obriga a leitura de trechos da Bíblia antes das sessões legislativas na Câmara Municipal. (Passo Fundo/RS)

Dia do macho:
Institui o Dia do Orgulho Hétero no calendário, em resposta ao Dia do Orgulho Gay. (São Paulo/SP)

Cura gay:
Suspende a resolução do Conselho Federal de Psicologia que, desde 1999, impede psicólogos de tentar “curar” a homossexualidade.

 Constituição Federal

Da organização do Estado
Capítulo I
Da organização político-administrativa

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;

Ou seja, o Estado é laico. Essa frase se repete e se repete como argumento contra convicções religiosas impostas no Congresso   Nacional. Porém, assim como todo o resto da nossa lei maior, isso não passa de teoria. A bancada religiosa já influencia o suficiente para me assustar no que se diz respeito ao rumo desse país.

Considerando que a bancada evangélica trabalha em prol de interesses específicos, certamente ela não representa a população brasileira como um todo. Também não se pode afirmar que ela representa os interesses dos 22,2% dos evangélicos brasileiros, pois seria afirmar que todo evangélico é racista e preconceituoso, sendo claramente esta a postura da bancada, com projetos sem escrúpulos, sem debate, sem tolerância.

 As leis hoje já beneficiam de inúmeras maneiras interesses específicos religiosos, como a isenção de impostos. Segundo dados da Receita Federal, só a igreja Universal arrecada cerca de 2 bilhões de reais por ano, quer dizer, igreja é um dos negócios mais lucrativos do mundo, enquanto isso os brasileiros trabalham cerca de 150 dias do ano apenas para pagar os impostos, 41,82% da sua renda bruta anual.

Eles ignoram estudos e pesquisas científicas, perseguem homossexuais e quem não acredita ou não segue seus ideais, se preocupam mais em pregar seus princípios, do que de fato trabalhar pelo desenvolvimento do país. O que me assusta mais, é o crescimento acelerado de fiéis evangélicos, potenciais eleitores de novos membros que irão fazer parte da bancada evangélica, até que ela se torne maioria e de fato conquistem o poder.

Enquanto outros países saem na frente no debate de questões consideradas incontestáveis anos atrás, como aborto, casamento entre homossexuais, política de drogas e etc, no Brasil parece que estamos andando para trás. Nem mesmo o debate, a troca de ideias e argumentos é aceito.  Modelos políticos fracassados são afirmados ao invés de surgir novas ideias mais inteligentes e efetivas, criando um contraste vergonhoso entre a economia forte e crescente e o modelo político estagnado e frustrado.

Claro, a bancada religiosa não é o único problema no Congresso, mas não se pode ignorar a proporção e a influência que está se criando sobre as leis e o rumo do país. Quanto mais membros evangélicos como os atuais no Congresso, mais fechadas estarão as portas de liberdade, até que sem mais hipocrisia, de fato o estado deixe de ser laico no  papel.

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Confrontos religiosos e fundamentalismos

Café Filosófico CPFL Cultura — Leandro Karnal — Confrontos religiosos e fundamentalismos

Um comentário em “Estado Laico

  1. Eu Acho Que O Silas Malafaia E RR Sorares São Como Politicos Corruptos

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