3 Comentários

Repercussão Lá Fora

Sem título

Fighting Back in Brazil

Violence mars Brazil’s ascendance, but activists

and the government take action.

http://www.advocate.com/print-issue/current-issue/2013/01/10/fighting-back-brazil?fb_comment_id=fbc_223997654403235_860110_224408457695488#fae97ced

Hosting the Olympic Games in 2016 and emerging as an economic powerhouse, Brazil is rapidly going towards a more prominent place on the world stage. But the country can not get rid of an epidemic more indicative of smaller, often poverty-stricken nations:. Widespread violence against LGBT people project Trans Murder Monitoring Transgender Europe in November revealed that among the 265 reported murders of trans people worldwide in the preceding 12 months, 126 of them were in Brazil, the largest number in any country. It was the only country with three digits (notoriously biased Pakistan had reported five murders, for example), and in accordance with the monitoring project, it is only getting worse. In 2008, 57 murders were recorded in Brazil, trans. A well-publicized 2011 report of the gay rights organization Grupo Gay da Bahia encountered attacks and murders on the rise, LGBT people were being hit once every 36 hours. And last year, at least 15 gay activists in Curitiba, a city of the south, has received death threats. “You will die, you, your husband and your son. His mother is a dyke” was the phone message left for Toni Reis, president of the Brazilian Association of Gays, Lesbians, Bisexuals, Transvestites and Transsexuals. But unlike those in Jamaica, Russia, and Uganda, officials in Brazil are working to contain homophobic violence. After the Kings and other activists reported the disturbing phone calls and emails, the Human Rights Secretariat of Brazil sent several of his people to Curitiba to interview people threatened. National officials met with local police, which created a special commission to investigate the threats (no one has been arrested yet). Meanwhile, the federal government operates a 24-hour national telephone for LGBT people to report cases of violence and discrimination, and that the federal government is forming “pacts” with the 27 state governments to contain homophobia, which Reis says that derives from Christian sources. “Religious intolerance among some evangelical groups against LGBT people is increasing,” he says, adding that many church leaders actively lobby politicians against gay rights. Evangelicals, especially, have pushed back against the Brazilian government’s efforts to protect the nation’s LGBT people. Last year, even before the Grupo Gay da Bahia report made international headlines, liberal lawmakers introduced a bill to prohibit anti-LGBT bias, giving jail time for those who discriminate or incite violence against LGBT people. Conservative Christians said the legislation would make it impossible for them to preach against homosexuality, and the bill was watered down as a result of their efforts. Even with many gay leaders of government support, Reis admits, “The progress is slow and impunity continues to reign.”

Sem título

Arrests Made In Brutal Gay-Bashing

Of Student In Sao Paulo

http://ewallstreeter.com/arrests-made-in-brutal-gay-bashing-of-student-in-sao-paulo-5149/#

In a case that’s gripped Brazil, a gay law student in São Paulo was brutally gay bashed by two assailants. The assault happened as 27 year-old André Baliera was returning home from school on Monday evening.

The men suddenly stopped their car and started verbally assaulting Baliera, O Globo reports. Baliera says he was repeatedly called “faggot,” and when he tried to talk with the men, they attacked him.

Thankfully locals came to Baliera’s aid and apprehended the two attackers—personal trainers Bruno Portieri, 25, and Diego Souza, 29.

Prosecutors are charging the pair with a hate crime and attempted first-degree murder. If the two are found guilty they could face fines of up to R$ 55,000 (US$ 24,632) each, in addition to an unspecified jail term.

But Souza and Portieri claim that if Baliera hadn’t talked back they would’ve let him go. They alsodeny the attack was based on his sexual orientation.

Some Brazilian journalists also reported the story as if Baliera provoked the men. In response Baliera posted a YouTube video on Wednesday, outlining the details of the assault and thanking the people who aided him during the assault. Its since gone 180,000 views in 24 hours.

“To be honest, it’s never been easy to be gay in our [Brazilian] society,” he says in the clip. “I’ve been part of a movement against homophobia… and today I am on the other side, as a victim,” Baliera says in the clip.  “‘I still am afraid to leave the house.  I haven’t left home alone [since the attack]. ‘We have to make it stop… I don’t want to have to pretend that I am not who I am to be able to return home safely.”

If there can be a silver lining to this tragic incident, it’s in the reaction from Brazilian society. Dan Jung, a Brazilian civil- rights advocate told Queerty: “This is a historic moment for Brazil, not only has a hate crime law received exceptional attention, but Baliera received much public sympathy, including passersby, which is really unprecedented. It seems the Brazilian public will not accept any more homophobia.”

Órgão da ONU pede a criminalização da

homofobia no Brasil em carta à Dilma e ao

Congresso Nacional.

carta também diz que preconceitos contra os homossexuais são um obstáculo forte para a prevenção da Aids. Entre os 30 signatários estão o Grupo temático Ampliado sobre HIV/Aids no Brasil, USAID, ACNUR, UNAIDS, UNESCO, UNFPA e UNICEF e vários outros grupos e autoridades, como o Ministério da Saúde do Brasil, a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência, além de deputados federais e Tony Reis, presidente da Associação Brasileira LGBT.

Os defensores dos Direitos Humanos para a população LGBT no Brasil têm sido apoiados por uma união de diferentes grupos dentro das Nações Unidas em seu esforço para ver o país criminalizar a homofobia no Brasil.

Posicionamento do Grupo Temático em HIV e AIDS no Brasil feito no dia 10 de outubro (do qual a ABGLT faz parte) sobre o enfrentamento da violência e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. 

Foi um documento deliberado em plenária e formalmente encaminhado à Presidenta Dilma Roussef, Presidente do STF, Senado, Câmara dos Deputados; Ministra da SDH, Ministro da Justiça, Ministro da Saúde,  Ministra Chefe da SEPPIR, Ministra Chefe da SPM, Presidência da OAB, Presidência do CNJ entre outras autoridades.

Videos da reunião na qual o mesmo foi aprovado.

 

Abertura:

Parte 2: “Crimes Homofóbicos (Homolesbotransfobia) no Brasil” – “contextualizacao e apresentacao dos palestrantes” – Osvaldo Fernandez – DIADORIM-UNEB:

Parte 3: “Crimes Homofóbicos (Homolesbotransfobia) no Brasil” – Deputada Érika Kokai e Tony Reis – ABGLT: 

Parte 4: “Crimes Homofóbicos (Homolesbotransfobia) no Brasil” – Keila Simpson (CNDH) e Gustavo Bernardes (SDH):

Parte 5: “Crimes Homofóbicos (Homolesbotransfobia) no Brasil” – Márcio Sanches – Assessor da Senadora Lídice da Mata:

Comissão Interamericana de Direitos Humanos

(CIDH) condena o assassinato de mulheres trans

no Brasill.

http://www.oas.org/pt/cidh/centro_midia/notas/2012/113.asp

5 de setembro de 2012

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condena o assassinato de mulheres trans ocorridos nos últimos dias em vários Estados de Brasil. 

De acordo com a informação recebida pela Comissão, em 25 de agosto de 2012, na cidade de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, encontrou-se o corpo de uma mulher trans de 31 anos de idade, registrada ao nascer como Marcos Roberto de Souza Vieira. Em 24 de agosto de 2012, na cidade Campinas, Estado de São Paulo, foi encontrado o corpo de uma mulher trans, registrada ao nascer como Robson Franco Pereira, de 26 anos de idade, com sete disparos no rosto e no corpo. Em 19 de agosto de 2012, uma mulher trans de 25 anos, registrada ao nascer como Tiago da Silva Oliveira, foi assassinada por três tiros no Estado de Pernambuco. Em 17 de agosto de 2012, encontrou-se o Corpo sem vida e com três impactos de bala de Laryssa Silveira, também identificada com as siglas R.F.S.G, na estrada que conecta Piracicaba com Tietê, Estado de São Paulo. Em 15 de agosto de 2012, Rafaela, registrada ao nascer como Carlos Eduardo Vasconcelos, de 30 anos de idade, e Isabeli, registrada ao nascer como Abelardo dos Santos Frie, de 24 anos de idade, foram assassinadas com vários impactos de bala em São José do Rio Preto, estado de São Paulo, em situação, na qual outras três mulheres trans acabaram resultando gravemente feridas. Em 12 de agosto de 2012, uma mulher trans, ainda sem haver sido identificada, foi assassinada por vários impactos de bala, na cidade de Feira de Santana no estado da Bahia. 

A CIDH lembra que é obrigação do Estado investigar de ofício fatos dessa natureza e sancionar àqueles que resultarem responsáveis. A Comissão insta ao Estado a abrir linhas de investigação que tenham em consideração se estes assassinatos foram cometidos em razão da identidade de gênero ou da orientação sexual das vítimas. 

A Comissão continua recebendo informações sobre assassinatos, torturas, detenções arbitrárias e outras formas de violência e preconceito contra lésbicas, gays e pessoas trans, bissexuais e intersex. Além disso, a Comissão observa que existem problemas nas investigações destes crimes, o que conduz, em parte, a que não se abram linhas de investigações que considerem se o delito foi cometido em razão da identidade de gênero ou orientação sexual das vítimas. A inefetividade da resposta estatal fomenta altos índices de impunidade, os quais, por sua vez, propiciam uma repetição crônica, submetendo vítimas e seus familiares a uma situação de desamparo. 

A CIDH urge ao Estado a adotar ações para evitar e reagir a esses abusos aos direitos humanos e garantir que as pessoas LGTBI possam exercer efetivamente seu direito a una vida livre de discriminação e violência, incluindo a adoção de políticas e campanhas públicas, assim como as reformas necessárias para adequar as leis aos instrumentos interamericanos em matéria de direitos humanos. 

A CIDH é um órgão principal e autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), cujo mandato provém da Carta da OEA e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. A Comissão Interamericana tem o mandato de promover a observância dos direitos humanos na região e atua como órgão consultivo da OEA na matéria. A CIDH é integrada por sete membros independentes, eleitos pela Assembléia Geral da OEA a título pessoal.

Cresce número de brasileiros no exterior que

pedem asilo no exterior alegando homofobia

Os pedidos de asilo político feitos por brasileiros gays que vivem no exterior passaram de três, em todo o ano de 2011, para 25 apenas nos três primeiros meses deste ano. A informação é da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais), que afirma ter remetido os casos à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

De acordo com o presidente da entidade, Toni Reis, os pedidos se referem a tentativas de asilo principalmente em países como Estados Unidos e Canadá, e ganharam força após notícias de violência contra homossexuais  em cidades brasileiras como São Paulo –onde diversos casos foram notícia, ano passado, sobretudo com a avenida Paulista de palco das agressões.

Segundo Reis, apesar de remeter à SDH os casos que chegam, a própria associação ainda não assumiu um posicionamento formal sobre esses pedidos. O motivo, diz ele, é a possibilidade de que parte dos autores desses pedidos se valham de casos recentes de violências contra homossexuais no Brasil como escudo a tentativas de asilo político tentados, mas não obtidos.

“Temos cartas de pessoas dizendo que não dá pra viver no Brasil, e sempre com a alegação de homofobia no nosso país. Antigamente endossávamos esses pedidos com um relatório de assassinatos de homossexuais –foram 3.500 ao longo de 20 anos–, além do fundamentalismo religioso de um Bolsonaro da vida”, disse Reis, referindo-se ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que provocou a ira dos defensores dos direitos LGBT, ano passado, com declarações polêmicas e consideradas ofensivas.

Para o militante, no entanto, o aumento de pedidos de asilo omite a adoção de políticas públicas específicas ao público LGBT, por exemplo, e a conquista de direitos civis, por meio do poder Judiciário, como a união estável garantida ano passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

“Sabemos que algumas pessoas usam a questão da homofobia para tentar mesmo o asilo político. E não somos um Irã. Mas também é fato que os homofóbicos estão ‘saindo do armário’, o que torna um absurdo a homofobia ainda não ter sido criminalizada”, defende Reis. “Acho que ainda dá para viver aqui; se piorar, aí a gente vai mesmo ter que sair do país”, completou.

Não criminalização da homofobia

Para a presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Maria Berenice Dias, os pedidos de asilo não são uma novidade –mas o aumento deles, sim.

A advogada –uma das pioneiras, no Brasil, em direito homoafetivo– considera, a exemplo do presidente da ABGLT, que a não criminalização da homofobia é a raiz de iniciativas como essa por parte de brasileiros residentes fora. “A homofobia pais é uma realidade social, e a ausência de uma legislação que a criminalize, por si só, já justifica esses pedidos de asilo”, definiu.

Na opinião da especialista, o avanço das tentativas de asilo não se revela medida extrema, mas, sim, “necessária”. “É medida necessária à medida em que se tem um número muito significativo de violência sem qualquer tipo de repressão. E acho até bom que esses asilos sejam concedidos, pois acabam até expondo o Brasil a um constrangimento –porque o Judiciário avança em termos de reconhecimento de direitos civis, mas na criminalização está difícil de avançar”, constatou a presidente da comissão.

Direitos Humanos

Procurada, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República informou, por meio de nota, que “tem trabalhado para enfrentar a violência homofóbica no Brasil de forma preventiva e repressiva”, seja por meio de campanhas institucionais ou em parcerias com veículos de comunicação, ou por meio de termos de cooperação com as secretarias estaduais de Segurança Pública.

A nota diz ainda que o governo brasileiro “cumpre com as recomendações das Nações Unidas e está realizando o levantamento dos dados de homofobia no Brasil” e ressalta que o cidadão pode denunciar casos pelo telefone 100, 24 horas por dia, anonimamente. Esses dados, continua a SDH, “demonstram que o Brasil desenvolve políticas públicas para que a população LGBT não seja obrigada a sair do país devido a sua orientação sexual”.

Não foram informados, contudo, quais encaminhamentos foram dados a pedidos de asilo que a ONG ABGLT afirma ter repassado à SDH.

“Não volto de jeito nenhum: aqui sou um ser

humano, não uma condição”, desabafa

brasileiro que vive no Canadá

O advogado brasileiro André Aggi, 36, está desde novembro do ano passado em Vancouver, Canadá, e aguarda a concessão do asilo para não retornar mais ao país. “Não volto de jeito nenhum. Porque aí no Brasil eu serei pra sempre uma condição. Aqui, sou um ser humano”, desabafou, por telefone, em entrevista ao UOL.

Natural de Pouso Alegre, sul de Minas Gerais, Aggi é um dos 25 homossexuais brasileiros que tentam este ano conseguir asilo em outros países de acordo com a ONG ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais). Sobre a volta ao país natal, o advogado é taxativo: enquanto a homofobia não for criminalizada nas leis brasileiras, a possibilidade de voltar não passa, nem de longe, por sua cabeça. No Canadá, Aggi –que também é ator– está casado com um francês.

Abaixo, um relato do brasileiro –que foi informado, pela reportagem, da posição da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República a respeito do combate  à homofobia no país.

*

“Pedi asilo ao governo canadense em novembro de 2011, em razão da minha orientação sexual, e aguardo a minha audiência. Vim como turista. Se pedisse asilo no Brasil, acredito que nunca conseguiria.

Advoguei quatro anos e meio no Brasil, em Pouso Alegre. Não tinha dinheiro nem para uma consulta oftalmológica; aqui, mesmo ainda pleiteando o asilo, tenho seguro de saúde federal e consegui meu óculos de graça. Isso pra dizer o seguinte: falam que não tem homofobia no Brasil, mas tem, sim, nem que seja velado. E eu sentia isso mesmo para trabalhar.

Nesse tempo em que advoguei, tive 45 casos. Perdi um só: uma queixa-crime relacionada a discriminação por condição sexual.  Até de juiz, advogando, já ouvi piadinha por eu ser gay…

Eu morava no centro de Pouso Alegre e uma vez dois rapazes encapuzados me espancaram quando eu voltava para casa. Um deles colocou uma faca no meu pescoço e, perdão pela expressão, me disse: “Isso é pra você tomar vergonha na cara e deixar de ser viado”. Como esquecer isso?

Agora, quanto à Secretaria [de Direitos Humanos] dizer que combate a homofobia para que os gays, como eu, não sejamos obrigados a sair do país por conta de orientação sexual… sinceramente? Na prática não é absolutamente nada disso. Essa conversinha não convence. Digam isso aos juízes que zombavam de mim veladamente; digam isso aos tantos adolescentes que ainda sofrem bullying na escola todos os dias.

Aqui no Canadá o debate é tão mais avançado que você vê casais homossexuais andando nas ruas de mãos dadas, empurrando carrinho de bebê, com famílias já constituídas, sem ninguém olhando torto para eles. E não é pelo canadense ser ou não melhor que o brasileiro: é que aqui, e nos Estados Unidos, o homofóbico é um criminoso. É lei, não é questão de boa vontade.

E pela proteção que me deram, pela compreensão que tive do oficial de imigração aqui –perguntaram até se eu queria assistência psicológica, para você ter uma ideia –, digo que não volto de jeito nenhum. Porque aí eu serei pra sempre uma condição. Aqui eu sou um ser humano.”

Fonte: Notícias UOL

Movimento suprapartidário quer ajuda da OAB

para denunciar homofobia no país na ONU

Com um governo omisso e ausente, um Congresso Nacional repleto de religiosos fundamentalistas, parece que o cerco obscurantista está fechando para os direitos da população LGBT no Brasil. A partidarização do movimento gay – apesar de importante para levar propostas desta minoria para os partidos políticos – tem sido atualmente um entrave para uma mobilização mais consistente e uníssona de homossexuais, bissexuais e transgêneros. Uma das saídas para conseguir leis igualitárias para a população LGBT neste momento são manifestações suprapartidárias.

A advogada e desembargadora aposentada Maria Berenice Dias está empenhada em conseguir assinaturas da população para – assim como aconteceu com a Lei da Ficha Limpa – o Estatuto da Diversidade Sexual chegue ao legislativo de forma popular e consiga muitos direitos ainda negados aos LGBTs.

Da mesma forma, com um amplo espectro de militantes apoiando, Benjamin Bee, pseudônimo de um artista plástico que luta pelos direitos gays, está divulgando o Suprapartidária LGBT que tem uma página no Facebook e faz uma petição pedindo ajuda ao presidente da OAB, Ophir Cavalcante, a denunciar a omissão do governo brasileiro.

POR VITOR ANGELO ( Folha de São Paulo )

A PRESSÃO INTERNACIONAL

CONTRA A HOMOFOBIA:

‘Denunciar os malfeitos nacionais revela ao mundo

a verdadeira face da impunidade e violência no país’

Sessão da Revisão Periódica Universal (RPU ou UPR, em inglês) do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra 

Assim como a advogada e desembargadora aposentada Maria Berenice Dias tenta através de um Estatuto da Diversidade Sexual via apoio popular constituir alguma lei contra a homofobia, ou Benjamin Bee que com uma comissão suprapartidária faz uma petição pedindo ajuda ao presidente da OAB, Ophir Cavalcante, a denunciar a omissão do governo brasileiro, Colaço acredita que uma pressão internacional conseguirá pelo menos cobrar posições mais efetivas dos nossos governantes sobre as questões dos direitos civis dos homossexuais, bissexuais e transgêneros.

O Brasil passou agora em setembro por uma avaliação sobre o cumprimento de leis que protejam os direitos humanos, entre eles, os dos gays. A chamada Revisão Periódica Universal (RPU ou UPR, em inglês) do Conselho de Direitos Humanos da ONU na primeira averiguação, em 2008, o país teve 15 recomendações, agora teve 170 e isto é bem significativo de como estes direitos estão sendo (des)tratados no país. Enfim, o governo brasileiro aceitou 150, dez foram parcialmente aceitas e uma foi rejeitada como o fim da Plícia Militar.

POR VITOR ANGELO ( Folha de São Paulo )

OEA condena assassinato de

duas travestis no Brasil

Do Gay1 Brasil, com informações da Rede Brasil Atual 

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos condenou dois assassinatos de travestis no Brasil e cobrou a investigação dos crimes para não abrir espaço à cultura de impunidade. O primeiro caso ocorreu em Curitiba e o segundo se deu em Bauru, no interior de São Paulo, ambos no final de junho. 

Em nota emitida ontem (6), a comissão, que integra a Organização dos Estados Americanos (OEA), “lembra que é obrigação do Estado investigar de ofício fatos dessa natureza e sancionar aqueles que resultarem responsáveis. A Comissão insta ao Estado a abrir linhas de investigação que tenham em consideração se este assassinato foi cometido em razão da identidade de gênero ou da orientação sexual da vítima”.

No dia 26 foi encontrado um corpo queimado perto do rio Iraí, no Paraná. Segundo a comissão, o corpo foi identificado como sendo do sexo masculino, com unhas pintadas e presença de características atribuídas ao sexo feminino, o que levou a se indicar como o assassinato de uma pessoa trans, cuja identidade ainda não foi possível de estabelecer.

Quatro dias depois, em Bauru, Camila de Mink foi apunhalada perto de uma zona conhecida pela prostituição. Seria o terceiro caso de violência contra travestis na cidade paulista apenas neste ano. 

O órgão afirma no comunicado que o Brasil deve agir para garantir uma vida livre de discriminação e que assegure o respeito à orientação sexual. “A comissão continua recebendo informações sobre assassinatos, torturas, detenções arbitrárias e outras formas de violência e preconceito contra lésbicas, gays e pessoas trans, bissexuais e intersex”, diz. 

“Além disso, a comissão observa que existem problemas nas investigações destes crimes, o que conduz, em parte, a que não se abram linhas de investigações que considerem se o delito foi cometido em razão da identidade de gênero ou orientação sexual das vítimas. A inefetividade da resposta estatal fomenta altos índices de impunidade, os quais, por sua vez, propiciam uma repetição crônica, submetendo vítimas e seus familiares a uma situação de desamparo.”  http://cidh.oas.org/Comunicados/Port/2012.79.htm

Tradução Walter Silva.  08 de abril de 2012

NO BRASIL A VIOLÊNCIA CONTRA OS GAYS

ESTÁ FICANDO PIOR.

Uma estrela em ascensão do mundo em desenvolvimento simultaneamente observa também um aumento significativo no número de homicídios contra os gays.

Artigo de Jepsen Kristian sobre como os crimes de ódio estão lançando uma sombra em uma grande economia emergente.

O Brasil nunca esteve tão aprazível. Turistas e empresários estão migrando para o país por sua beleza natural e seu clima de negócios em expansão. Profissionais portugueses estão à procura de trabalho na ex-colônia e o cenário da mais famosa festa popular continua em ritmo febril.

Porém, por trás das alegres máscaras de carnaval uma tendência negativa está assomando.

Muito embora os índices de criminalidade nas grandes cidades sejam acentuadamente baixos, assassinatos de gays e lésbicas estão em alta.

É especialmente grave a situação nas áreas mais populosas; Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Rio de janeiro, justamente onde a polícia tem feito maior pressão sobre as atividades criminosas em geral.

Ataques contra gays aumentaram de forma constante durante a maior parte da última década, com 272 assassinatos em 2011 (um homicídio a cada 36 horas) de acordo com o Grupo Gay da Bahia, liderança em ativismo dos direitos civis LGBT que monitora a violência anti-gay.

Este ano, segundo os relatórios do GGB, está ainda pior, com 75 assassinatos em apenas dez semanas. Isto representa um homicídio a cada 24 horas.

O aumento dos crimes contra gays pode trazer uma dupla surpresa, afinal o Brasil é famoso por sua cordialidade e também por sediar a maior parada do orgulho gay do mundo.

A visibilidade tem seu preço.

Ao mesmo tempo em que os homossexuais ganharam um lugar para si eles se tornaram um alvo visível.

Por trás da batida do samba, o país continua profundamente polarizado dentro da família, na política e nos bancos das igrejas.

‘’Na medida em que os movimentos pelos direitos civis se tornam capazes de alcançar as pessoas isso é uma tremenda vitória, mas isso causa forte ansiedade entre muitos outros’’, disse James Green, professor da Brown University e uma autoridade em homossexualidade brasileira.

‘’A ansiedade encontra expressão na violência’’, afirmou ele.

Alguns legisladores tomaram conhecimento do assunto.

Nos últimos cinco anos um grupo de parlamentares tem trabalhado para tentar mudar a legislação e parar o derramamento de sangue.

Seu objetivo é criminalizar a homofobia.

A chamada ‘’lei anti-homofobia’’ pune com até três anos de prisão quem discriminar ou incitar violência contra homossexuais.

Uma das lideranças na condução do projeto de lei anti-homofobia é a senadora Marta Suplicy, do partido dos trabalhadores, de viés esquerdista.

Sexóloga profissional e ex-prefeita de São Paulo, Suplicy não é novata no áspero mundo da política brasileira.

No entanto, quando o projeto de lei levantou o grito do poderoso lobby religioso no Brasil ela foi forçada a voltar atrás e removeu um artigo que criminalizava declarações públicas homofóbicas.

Legisladores relacionados ao rebanho cada vez maior de igrejas protestantes evangélicas reivindicaram que a nova lei iria criminalizar sermões baseados na fé extraídos das Escrituras e iriam punir opiniões negativas sobre a homossexualidade.

O projeto foi reformulado.

Após os evangélicos terem recusado também a versão desfigurada e diluída em dezembro, o projeto de lei foi enviado à uma comissão, que em termos políticos brasileiros, o coloca em uma lista de risco.

Voltando à luta, Suplicy anunciou recentemente no Twitter que a comissão dos direitos humanos aprovou seu pedido de audiência pública sobre o projeto de lei, prevista para Maio.

Mas os ativistas não respiram com tranqüilidade.

‘’A bancada evangélica nunca vai deixar passar uma lei em nosso benefício’’ disse Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, travestis e transexuais (ABGLT), que criticou a reformulação no projeto da lei anti-homofobia, declarando que estava se criando uma hierarquia nos direitos de seres humanos.

Os evangélicos não são o único obstáculo no Brasil.

Apesar de muitos companheiros de partido afirmar que são favoráveis à lei que combate a homofobia, a presidente Dilma Roussef parece relutante em tomar uma posição definitiva.

Ela tem se mantido ostensivamente silenciosa sobre este assunto e ano passado chegou até mesmo a vetar um ‘’kit gay’’, pacote educacional projetado para despertar a sensibilidade dos alunos em torno da homossexualidade e do problema da homofobia.

Impedidos na legislatura nacional, defensores dos direitos civis gays voltaram-se para iniciativas locais.

Em São Paulo a deputada estadual do PT Telma de Souza propôs a criação de uma delegacia para gays, uma unidade especializada da polícia de São Paulo, encarregada especificamente de investigar crimes antigay.

A unidade seria inspirada na delegacia da mulher, especializada no enfrentamento da violência contra mulheres.

Além de tentar diminuir a violência contra os homossexuais os agentes da delegacia especializada receberão treinamento exclusivo, inclusive aconselhamento psicológico para melhor lidar com as vítimas de crime de ódio.

‘’Não é suficiente agir somente no âmbito político para combater a violência e o preconceito contra homossexuais’’, diz Souza, chamando a todos para um amplo debate público sobre o tema.

A iniciativa não poderia ser mais oportuna.

Há pouco mais de um ano, um jovem foi passear na Avenida Paulista, no coração da zona financeira de São Paulo com dois amigos homossexuais quando foi agredido por um grupo de adolescentes.

Eles esmagaram uma lâmpada fluorescente no seu rosto.

A violência gratuita do ataque chocou a nação, sobretudo porque ocorreu em local visível no âmago da metrópole mais sofisticada do país.

Especificamente referindo-se a este incidente, Souza diz:

‘’Isso não deveria estar acontecendo no século 21.Não estamos falando sobre direitos dos gays aqui, mas sobre direitos humanos’’.

.

NO BRASIL, O DEBATE SOBRE ASSASSINATOS DE

LGBT E A CRIAÇÃO DE UMA LEI PARA CRIMES DE

ÓDIO, INCENDEIAM REAÇÕES HOMOFÓBICAS.

O Brasil é um dos países mais perigosos do mundo, se não o mais, para ser LGB ou T. Mas um projeto de lei para combater isso provocou uma grande reação na mídia social, incluindo estímulos diretos à violência

 De acordo com Senadora Fátima Cleide uma pessoa morre a cada dois dias, como uma vítima de um ataque homofóbico. O brasileiro gay grupo de direitos Grupo Gay da Bahia (GGB), que é financiado pelo Banco Mundial e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência ea Cultura (UNESCO), estima que entre 1980 e 2009 pelo menos 3.100 homossexuais foram mortos por crimes de ódio no do país. Recentemente, dois soldados brasileiros foram presos após o assassinato de um homem de 19 anos gay no dia da celebração do Orgulho Gay no Rio de Janeiro. Orgulho Gay de São Paulo atrai 3,3 milhões – o maior do mundo – mas um grupo de classe média alta adolescentes foi em uma onda de ataque , batendo vários homens e gritando xingamentos homofóbicos após o desfile. Quatro deles eram menores de idade, e foram enviados para um centro de detenção juvenil, mas eles já foram liberados , já que um juiz determinou que eles “não eram um perigo para a sociedade.” Embora os advogados das vítimas venha a prosseguir acusações criminais contra os agressores, o governo paulista tem apenas multas ameaçadas (embora eles poderiam potencialmente ser bastante elevado). Paralelamente às exposições maciças de Orgulho Gay, o Brasil é um país onde centenas de pessoas estão morrendo a cada ano devido a crimes de ódio. Vagner de Almeida“Sexualidade e Crimes de Ódio ‘e Richard Parker, os diretores do primeiro filme documentário sobre a violência, descobriu que os crimes de ódio vêm de diferentes segmentos da sociedade, e muitas vezes são motivados pela anti-gay saída da Igreja Católica e grupos radicais evangélicos. O filme observa que muitos dos aflitos estão irreconhecíveis após a morte devido à mutilação. governo passado do presidente Lula lançou “Brasil Contra a Homofobia”, incluindo propaganda de televisão e outdoors, em 2006. No ano passado ele lançou um Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT. Brasil reconhece relações do mesmo sexo para fins de imigração. No entanto, o Congresso brasileiro tem se esforçado para aprovar legislação violência homofóbica categorizar como crimes de ódio. Um projeto de lei está novamente em discussão atualmente.interesses religiosos e conservadores têm provado ser oponentes fortes e eficazes dessa mudança legal de crimes de ódio, alegando que iria ofender os seus ‘direitos religiosos “. Esses interesses já propôs duas leis federais, uma que torna o ato ilegal de beijos entre pessoas do mesmo sexo em público, outro que cria um auxílio e de assistência para ‘reorientação sexual’. O ódio proposta crimes, no meio da publicidade em torno do filmar no Rio, provocou uma reação dos anti-gay forças – inclusive no Twitter e, principalmente, jovens. MundoMais relatos de que milhares de usuários do Twitter estão a apoiar ataques homofóbicos em gay e dizer: “Homofobia Sim?” ( # homofobiasim , ver tradução Inglês de tweets , alguns dos quais são explicitamente a violência pro-, pró-“estupro corretivo” das lésbicas) em reacção à proposta de lei contra crimes de ódio (sim = # PL122Sim , n = # PL122Nao ). Disse comentarista Diego após a exibição do vídeo do MundoMais dos homofobiasim # tweets:

Acho que é estranho estar no século 21 e têm a sensação de que estou no século 15. Há um retrocesso na mentalidade da população que é de tirar o fôlego. E não me admiro que as pessoas com suas opiniões, mas por causa de a incentivar a violência. Ninguém é obrigado a nada, nem a “adorar” os homossexuais. Todo esse ódio e desrespeito às diferenças é causada por uma sociedade vazia, sem moral, ética e valores básicos. Um país que não cuida da educação de seu povo e não tem leis decentes e justas gerou sementes ruins, que podem contaminar o todo. Conseguimos muito nas últimas décadas e que não pode nem deve nunca abaixar nossas cabeças. Respeito e dignidade é um direito de todos.

.

O BRASIL NA ENCRUZILHADA

DOS DIREITOS LGBT

05 de abril de 2011

As organizações de direitos humanos condenaram o Brasil globalmente pelo assassinato de Priscila Brandão, mas seu caso é apenas mais um entre muitos crimes de ódio homofóbicos e transfóbicos que têm se acumulado nos últimos anos no Brasil. De acordo com o Grupo Gay da Bahia, entre 1980 e 2009, mais de 3.100 homossexuais foram assassinados a sangue frio em crimes de ódio no país.

Um relatório recém publicado pela Anistia Internacional sobre violência homofóbica afirma que “o Centro Latino-Americano de Sexualidade e Direitos Humanos identificou que os estados do Paraná e da Bahia têm os números mais altos de crimes contra homossexuais no país, e pelo menos 15 pessoas foram mortas em cada estado brasileiro em 2009, apenas por serem membros da comunidade LGBT”.

Por Erica Hellerstein, The Nation Aqui

_________________________

OS NÚMEROS DO ÓDIO NO MÉXICO

arton1720

3 comentários em “Repercussão Lá Fora

  1. Vcs têm essa página em Inglês? Ou um link?

    • Aperte no logo internacional de onde a noticia original foi retirada para ver na versão original.
      no site a esquerda tem um tradutor google

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s